domingo, 18 de janeiro de 2026

JUROS DOS ESTADOS

 



 

Quanto os Estados Unidos destinam para o  pagamento de juros e amortizações da dívida em percentagem?

Para o ano fiscal de

2026, as projeções indicam que os Estados Unidos destinarão aproximadamente 13,85% do orçamento federal (gastos totais) apenas para o pagamento de juros líquidos da dívida pública. 

Quanto a Itália destina para o pagamento de juros e amortizações da dívida em percentagem?

Atualmente, a Itália destina uma parte significativa do seu orçamento ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública. Embora os valores exatos possam variar de ano para ano, nos últimos anos esta percentagem tem oscilado em torno de 10% a 15% do orçamento do Estado. Este valor reflete o peso considerável da dívida pública italiana sobre as finanças nacionais, sendo um dos maiores da União Europeia.

 

Quanto a França destina para o pagamento de juros e amortizações da dívida em percentagem?

O valor que a França destina ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública varia de acordo com o orçamento anual e as condições económicas. Em geral, nos últimos anos, cerca de 10% a 12% do orçamento do Estado francês tem sido alocado para estas despesas. Este valor pode sofrer alterações consoante as taxas de juro, o montante total da dívida e as políticas financeiras adotadas pelo governo.

 

O sistema de juros da dívida externa de um país funciona como um aluguel pago pelo uso de capital estrangeiro, sendo influenciado por taxas globais, risco-país e variações cambiais. 

1. Definição das Taxas

Os juros podem ser estabelecidos de duas formas principais: 

  • Taxas Fixas: O percentual é definido no momento da emissão do título ou contrato e permanece inalterado até o vencimento.
  • Taxas Flutuantes: Variam conforme índices de referência internacionais, como a antiga LIBOR (atualmente substituída pela SOFR para o dólar). Em 2026, essas taxas são fortemente influenciadas pelas decisões do Federal Reserve (Fed) dos EUA. 

2. Composição do Custo (Spread)

O custo total que um país paga não é apenas a taxa básica internacional. Ele inclui um spread de risco, que aumenta conforme a percepção de instabilidade econômica do país devedor. Quanto menor a confiança dos investidores, maior o juro cobrado para compensar o risco de calote. 

3. Impacto Cambial

Diferente da dívida interna, a externa é geralmente denominada em moedas fortes (como o dólar). Isso cria um efeito cascata: se a moeda local se desvaloriza frente ao dólar, o montante necessário para pagar os mesmos juros aumenta proporcionalmente, mesmo que a taxa de juros nominal não mude. 

4. Credores e Instrumentos

Os juros são pagos a diferentes tipos de credores através de:

  • Títulos Públicos Externos: Papéis vendidos no mercado financeiro internacional.
  • Organismos Multilaterais: Empréstimos de instituições como o FMI ou Banco Mundial, que costumam ter taxas mais baixas, mas exigem contrapartidas de reformas econômicas. 

Cenário em 2026

Em janeiro de 2026, as projeções indicam que países em desenvolvimento continuam enfrentando altos custos de financiamento. Para o Brasil, a estimativa é que a taxa básica (Selic) encerre 2026 em torno de 12,25% ao ano, o que influencia indiretamente a confiança e o custo de novas captações externas. A dívida bruta brasileira deve atingir cerca de 82,4% do PIB neste ano.

 

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