FEVEREIRO
UNIDADE I A passagem do pensamento mítico ao logos
grego
10: Introdução e apresentação do curso. Definições do
pensamento mítico e de filosofia. A teoria de Rolando Azzi.
17: Feriado: Carnaval
24: O específico da filosofia comparada com as outras
disciplinas humanísticas. Os vários métodos da filosofia.
MARÇO
UNIDADE II A busca da arché na filosofia pré-socrática
e a novidade da filosofia socrática e sofistica
3: Os primeiros pré-socráticos: Tales, Anaximandro,
Anaxímenes, Anaxágoras.
10: os pitagoricos. Escola eleática: Xenófanes,
Parmênides, Zenão e Melisso.
17: Primeira prova
24: O pensamento socrático.
31: Os sofistas: Protágoras e Gorgia.
ABRIL
7: UNIDADE III O cume da filosofia antiga:
Platão e Aristóteles O sistema Platônico: o nascimento da metafisica. O
dualismo antropológico do sistema platônico e as consequências na mística
cristã.
14: Segunda prova
21: Feriado: Tiradentes
28: A metafisica de Aristóteles e a ruptura com o
mestre Platão. A ética e a teologia Aristotélica
MAIO
5:Segunda parte de Aristotéles: teologia, cosmologia e
etica. As consequências do expansionismo de Alexandre Magno
12: Situação da filosofia na hera helenística. As
grandes escolas desta época. O medioplatonismo
19: Terceira Prova
26: Plotino e o neoplatnismo
JUNHO
2: Síntese dos quatros grandes sistemas metafísicos da
época clássica
9: prova final
BIBLIOGRAFIA
Manuais e Obras de
Referência
REALE, Giovanni;
ANTISERI, Dário. História da Filosofia (Volume 1: Filosofia
Antiga). São Paulo: Paulus, 2003.
CHÂTELET, François (Org.). História da
Filosofia (Volume 1: A Filosofia Antiga). Lisboa: Publicações
Dom Quixote, 1995.
HADOT, Pierre. O que é a Filosofia Antiga?.
São
Paulo: Edições Loyola, 1998.
MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da
Filosofia: Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.
LARA, Tiago Adão. Curso de História da
Filosofia: A Filosofia nas suas origens gregas. Petrópolis: Vozes,
2001.
DIÔGENES LAÊRTIOS. Vidas e Doutrinas dos
Filósofos Ilustres. Brasília: Editora UnB, 1969 (reimpressões recentes
disponíveis).
Fontes Primárias Essenciais
As editoras Edipro e Loyola são
referências frequentes para estas traduções.
PLATÃO. A República. Diversas edições
(Ex: Fundação Calouste Gulbenkian ou Edipro).
PLATÃO. Diálogos I-III, Edipro, 2017s.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São
Paulo: Edipro, 2020.
ARISTÓTELES. Metafisica, Loyola, 2018.
MARCO AURÉLIO. Meditações. São
Paulo: Edipro, 2019.
PLOTINO. Tratados das Enéadas. Polar, 2000.
~
Introduções Contemporâneas
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São
Paulo: Ática, 2003.
CINTRA, Rodrigo Suzuki. Filosofia Antiga. São
Paulo: Editora Senac, 2022.
BRAGA JUNIOR, Antonio Djalma; LOPES, Luis
Fernando. Introdução à Filosofia Antiga. Curitiba: Intersaberes,
2024.
Sobre o texto: O pensamento mítico ainda está dentro de nós – Dr. Pe. Paolo Cugine
ResponderExcluirPor José Carlos Matos – 1º Filosofia
O texto proposto pelo autor Dr. Pe. Paolo Cugine, disserta, sobre a persistência do pensamento mítico nos dias atuais que segundo ele, se faz presente e reflete muito em nosso cotidiano. Para Cugine, ainda agimos e pensamos de forma mítica todas as vezes em que nossa narrativa abandona o raciocínio lógico para nos apoiarmos a um discurso ligado ao senso comum (mítico), discurso este, de cunho muitas vezes voltado ao sagrado, mas que leva um entendimento mais simples da realidade das coisas.
Baseando-se nas visões de Mircea Eliade e Paul Ricoeur, que diferenciam o mito não somente como narrativa simbólica e estruturante do sagrado, mas também como algo que pode ser visto como verdadeiro, onde também muitas dessas narrativas são passivas de transmitirem verdades sobre a condição do homem frente ao todo. Porém o texto também revela a dicotomia vivenciada por muitos devotos ao viverem a religião, no qual alicerçam sua fé no mito e não na racionalidade do logos. Se por um lado o mito se apresenta de forma e maneira poético e reveladora, por outro ele pode se manifestar como uma "preguiça mental". Quando abandonamos o diálogo racional - logos em favor de narrativas cegas, o pensamento mítico se torna um refúgio para o fanatismo e a intolerância. Nessas situações, a religião deixa de ser uma escolha consciente para se tornar uma defesa agressiva de identidades. Para Cugine, ao agir assim, a religião torna-se espaço da intolerância, da contraposição com a ciência, retirando de Deus seu fundamento primeiro, substituindo-o pela loucura irracional
É notório que pensamento mítico persiste na modernidade porque, embora a ciência e a razão expliquem o "como" das coisas, o mito continua sendo a ferramenta humana fundamental e mais usada para lidar com o "porquê" e o sentido da existência, além do quê, a própria sociedade liderada por uma lógica irracional ainda enxerga o mito como tábua de salvação, como na política por exemplo, onde se cria a falsa ideia de um salvador.