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segunda-feira, 29 de junho de 2026

CALENDÁRIO HISTÓRIA FILOSOFIA MEDIEVAL JULHO-DEZEMBRO 2026

 




JULHO

16 Apresentação do curso. A novidade da abordagem da filosofia medieval: a revelação como fonte do conhecimento.

23 O platonismo dos Padres. Do Cristo do Novo Testamento ao Cristo da Igreja. Helenização e deselenização da cristologia.

30 Alegorese de Filo de Alexandria e o método tipológico dos Padres da Igreja

 

AGOSTO

6 Os Padres Apostólicos e os Apologistas: Justino.

13. Clemente e Origenes

20 Avaliação 1

27 Os grandes Concílios de Éfeso, Niceia e Constantinopla. A contribuição da filosofia na luta contra as heresias.

 

 

SETEMBRO

3 Gregório de Nisa e os Padres Capadócios

10 Pseudo Dioniso Areopagita. Máximo o Confessor.

17 Avaliação 2

24 A filosofia de Santo Agostinho: primeira parte

 

OUTUBRO

1 A filosofia de Santo Agostinho: segunda parte

8 Boécio. Anselmo de Aosta e a prova ontologica. As escolas medievais: Chartres, São Vitor. O surgimento das Universidades.

15 Feriado Educacional – 15/10 Dia do Professor 

22 Avaliação 3.

29 Abelardo e Bernardo de Chiaravalle e a controvérsia sobre os universais

 

 

NOVEMBRO

5 A escolástica e Santo Tomás de Aquino

12 Santo Tomás de Aquino: Segunda parte

19 Ockham e Mestre Eckhart

26: IV prova Oral

 

 

 BIBLIOGRAFIA

BÁSICAS:

BOEHNER, Philothues; GILSON, Etienne. História da filosofia cristã. Petrópolis: Vozes, 2012.

COTRIM, Gilberto. Fundamentos da filosofia: história e grandes temas. 17ª. ed. São Paulo: Saraiva,2013.

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: Patrística e Escolástica. São Paulo: Paulus,2003. (Coleção História da Filosofia v.2).

 

COMPLEMENTARES:

CRESCENZO, Luciano de. História da filosofia medieval. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.

GILSON, Etienne. A filosofia na idade média. São Paulo: Martins Fontes,  2013. 

LIBERA, Alain de. A filosofia medieval. 2.ed. São Paulo: Loyola, 2004. 

SARANYANA, Josep-Ignasi. A filosofia medieval: das origens patrísticas à escolástica barroca. SãoPaulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência Raimundo Lúlio, 2006.


 

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

ELEMENTOS CARACTERISTICOS DA IDADE MÉDIA

 



 

 

O Burgo

 

É um termo histórico que se refere a uma povoação fortificada que surgiu na Europa, principalmente durante a Idade Média. O termo tem origem no latim burgus e no germânico burgs, que significam "pequena fortaleza" ou "cidadela". 

Características principais dos burgos:

  • Fortificação: Eram geralmente construídos em locais estratégicos, como colinas ou perto de castelos e mosteiros, e cercados por muralhas para defesa contra ataques e invasões.
  • Comércio: Diferente dos feudos rurais, os burgos eram centros de atividade comercial e artesanal. Com o renascimento do comércio na Baixa Idade Média, eles se tornaram importantes núcleos urbanos.
  • Origem da Burguesia: Os habitantes dos burgos, que controlavam o comércio e as atividades urbanas, eram chamados de burgueses. Essa classe social ascendente foi fundamental para o desenvolvimento do capitalismo e o enfraquecimento do sistema feudal.
  • Autogoverno: Muitos burgos, com o tempo, conseguiram obter certa autonomia e privilégios em relação aos senhores feudais, desenvolvendo formas de autogoverno.
  • Expansão: Frequentemente, os novos centros comerciais (a "Cidade Nova") desenvolviam-se fora dos muros do núcleo urbano primitivo (a "Cidade Antiga"), sendo essa área expandida também chamada de burgo. 

Atualmente, em alguns países, "burgo" pode designar uma divisão administrativa ou, em contextos históricos, vilas medievais bem preservadas que se tornaram atrações turísticas. O termo também pode ter, em linguagem informal, um sentido pejorativo de "mesquinho" ou "preconceituoso", embora seu significado original seja puramente descritivo

 

A Guerra dos Cem Anos

Foi uma longa série de conflitos travada entre os reinos da Inglaterra e da França na Baixa Idade Média. Ocorreu de 1337 a 1453, durando, na verdade, 116 anos, e teve profundas consequências políticas e sociais para ambos os países. 

Principais Aspectos

  • Antagonistas: O Reino da Inglaterra (dinastia Plantageneta) e o Reino da França (dinastia Valois).
  • Período: 1337 a 1453.
  • Causas: A principal causa foi uma disputa dinástica pelo trono francês após a morte do rei Carlos IV sem herdeiros diretos. O rei inglês Eduardo III, sobrinho de Carlos IV, reivindicou o trono, mas a nobreza francesa escolheu Filipe de Valois. Outros fatores incluíram disputas territoriais (como o controle da Aquitânia e Flandres) e questões econômicas.
  • Figura Central: Joana d'Arc, uma camponesa francesa, foi fundamental para inspirar as tropas francesas e liderar vitórias decisivas, como o Cerco de Orléans, marcando a virada da guerra a favor da França. 

Consequências

A Guerra dos Cem Anos resultou em mudanças significativas para a Europa medieval: 

  • Formação de Estados Nacionais: Contribuiu para a centralização do poder político e o surgimento das monarquias nacionais (estados-nação) na França e na Inglaterra, enfraquecendo o sistema feudal.
  • Fortalecimento do Poder Real: A necessidade de um exército permanente e de um sistema de impostos unificado fortaleceu o poder dos reis em detrimento dos senhores feudais.
  • Sentimento Patriótico: Despertou um forte sentimento de identidade nacional, especialmente na França, onde Joana d'Arc se tornou um símbolo de resistência.
  • Fim das Ambições Continentais Inglesas: A Inglaterra perdeu a maioria de seus territórios no continente europeu, focando-se em seus assuntos internos (levando à Guerra das Duas Rosas) e no desenvolvimento marítimo. 

A cultura feudal foi marcada pela religiosidade cristã, pela forte influência da Igreja Católica, uma sociedade hierarquizada e pela economia de subsistência focada na agricultura e no trabalho servil. A mentalidade era predominantemente teocêntrica, e o poder estava nas mãos dos senhores feudais, que detinham as terras e a autoridade militar e judicial. 

Sociedade e mentalidade

  • Estrutura social: A sociedade era rigidamente dividida em estamentos, com pouca mobilidade social: clero (oratores), nobreza (bellatores) e servos (laboratores).
  • Hierarquia: O poder era descentralizado, com o senhor feudal exercendo grande autoridade sobre seus servos e as terras. A Igreja Católica ocupava uma posição de grande influência, atuando como grande proprietária de terras e principal fonte de cultura e conhecimento.
  • Ideologia: A Igreja legitimava a ordem social, argumentando que cada grupo tinha uma função específica designada por Deus. 

Economia e trabalho

  • Economia de subsistência: A economia era baseada na agricultura e na produção para o consumo interno do feudo, com o comércio sendo limitado.
  • Trabalho servil: Os servos trabalhavam nas terras do senhor feudal em troca de proteção e do direito de usar uma parte da terra, devendo obrigações como a corveia (trabalho obrigatório), a talha (entrega de parte da produção) e o pagamento de impostos. 

Arte e religiosidade

  • Arte sacra: A arte era predominantemente religiosa, com foco em temas bíblicos e na glorificação de Deus e dos santos, com forte influência bizantina.
  • Iglicreja Católica: A Igreja era a principal instituição cultural, responsável pela produção artística, pela educação (através dos mosteiros e das catedrais) e pela preservação do conhecimento clássico. 

Legado e transição

  • Crise do sistema: A partir do século XI, o crescimento do comércio, o renascimento das cidades e a ascensão da burguesia levaram ao enfraquecimento do feudalismo e à transição para um novo modelo econômico.
  • Ressurgimento cultural: O Renascimento e o Humanismo, movimentos que surgiram na Itália, trouxeram uma nova visão do mundo, com o homem no centro, impulsionando novas descobertas científicas e artísticas

 

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

HISTÓRIA DA FILOSOFIA MEDIEVAL Primeira prova 18 agosto 2025

 



FACULDADE CATÓLICA DO AMAZONAS

SEGUNDO SEMESTRE 2025


1.       Como o querigma bíblico sobre Cristo é historicizado na era patrística?

 

2.      Em que direção a teologia dos padres desenvolve os dados do Novo Testamento?

 

3.      Raniero Cantalamessa afirma que: “Nas diversas formas que o credo assume, representa o lugar de condensação dos resultados alcançados pela teologia, o espelho mais fiel do seu significado eclesial, também o mais autoritativo da fé em Cristo”. Aprofundar esta ideia.

 

4.      em que direção a cristologia patrística desenvolve o Kerigma bíblico sobre Cristo?

 

5.      Segundo Wilken: “Foi a helenização que determinou a prevalência do interesse pela dimensão fundamental e absoluta do ser comparado à da ação e do devir histórico”. Aprofundar esta teoria.

 

6.      Durante o curso vimos que houve muita liberdade por parte dos Padres em relação ao pensamento grego. Um exemplo é a rejeição de suas categorias teológicas. Podemos também falar de uma deselenização, isto é, de uma superação crítica da abordagem grega. Os padres demostraram muita liberdade com a utilização dos conceitos da filosofia grega. Faz alguns exemplos.

 

7.      A ontologização nada mais foi do que a forma como a mensagem em torno de Cristo foi historicizada na cultura grega, nela se encarnou, tornou-se grega com os gregos. Foi uma viagem em direção ao mundo, não uma entrega ao mundo. Explicar esta passagem.

 

8.      O que significa a tendência de mudar o foco da cristologia da ressurreição para a encarnação em relação ao Novo Testamento?

 

9.      Um exemplo bastante significativo da deescatoligização d é a transformação muito rápida do título Filho do homem e segundo Adão. Como no período patrístico mudaram estes dois títulos messiânicos comparado com o utilizo que o Novo Testamento fez?

sexta-feira, 6 de junho de 2025

CALENDÁRIO E BIBLIOGRAFIA HISTÓRIA FILOSOFIA MEDIEVAL JULHO-DEZEMBRO 2025

 





 

JULHO

14 Apresentação do curso. A novidade da abordagem da filosofia medieval: a revelação como fonte do conhecimento.

21 O platonismo dos Padres. Do Cristo do Novo Testamento ao Cristo da Igreja. Helenização e deselenização da cristologia.

28 Alegorese de Filo de Alexandria e o método tipológico dos Padres da Igreja

 

AGOSTO

4 Os Padres Apostólicos e os Apologistas: Justino.

11. Filo de Alexandria. Metodo alegorico e metodo tipologico

18 Avaliação 1

25 Participaòàao di II Simposio de Missiologia

 

SETEMBRO

1 Participação do retiro espiritual dos seminaristas 

8 Clemente de Alexandria, Origenes e os Padres Capadocios 

15 Pseudo Dioniso Areopagita. Máximo o Confessor.

22 Avaliação 2

29 A filosofia de Santo Agostinho:

 

OUTUBRO

6 Boécio. Anselmo de Aosta e a prova ontologica.

13 As escolas medievais: Chartres, São Vitor. O surgimento das Universidades.

20 A turma participa di uma missão

27 Abelardo e Bernardo de Chiaravalle e a controvérsia sobre os universais

 

 

NOVEMBRO

3 A escolástica e Santo Tomás de Aquino

10 Santo Tomás de Aquino: Segunda parte

17 Ockham e Mestre Eckhart

24 Avaliação 4. Prova escrita individual. Critérios e pontuação: 8 questões objetivas e 2 questões dissertativas.

 

BIBLIOGRAFIA

BOEHNER, Philothues; GILSON, Etienne. História da filosofia cristã. Petrópolis: Vozes, 2012.

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: Patrística e Escolástica. São Paulo: Paulus,2003. (Coleção História da Filosofia v.2).

GILSON, Etienne. A filosofia na idade média. São Paulo: Martins Fontes, 2013.  

Antropologia filosófica indígena: descolonização epistêmica e a ontologia do Bem Viver

    Paolo Cugini   A antropologia filosófica indígena é uma chave conceitual para contestar o racismo epistêmico eurocêntrico. Ao contrário ...