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terça-feira, 4 de agosto de 2026

CURSO DE ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA (em vídeos)

 



FACULDADE CATÓLICA DO AMAZONAS - MANAUS

PROPOSTA DE CURSO PROPEDÊUTICO FILOSÓFICO-TEOLÓGICO

REQUISITO AO MESTRADO EM DIREITO CANÔNICO

 

CURSO DE ANTROLOGIA FILOSOFICA

 

Professor: Paolo Cugini

e-mail: manausfcm@gmail.com

 

Apresentação: https://www.youtube.com/watch?v=t8qmVQJ7bO8&list=PLU_tuB3qQtMs&index=5

 

Introdução:  https://www.youtube.com/watch?v=TPCeYKFPdis&list=PLU_tuB3qQtMs&index=1

 

 

PRIMEIRO MODULO: A PROPOSTA ANTIGA

a.       A formação do homem grego (parte 1) https://www.youtube.com/watch?v=Vdj9T4Ee3B8&list=PLU_tuB3qQtMs&index=2

 

b.      A formação do homem grego (parte 2) https://www.youtube.com/watch?v=UonCwH0ixgA&list=PLU_tuB3qQtMs&index=3

 

Texto comentado nos dois vídeos: https://paideiafca.blogspot.com/2024/06/werner-jaeger-paideia-formacao-do-homem.html

 

Slides sobre o assunto: https://www.academia.edu/136890926/WERNER_JAEGER_PAID%C3%89IA_A_forma%C3%A7%C3%A3o_do_homem_grego

 

 

c.       Antropologia filosófica da proposta pré-socrática até a época helenística (https://www.youtube.com/watch?v=zQTcyruddmw&list=PLU_tuB3qQtMs&index=4 )

 

 

 

SEGUNDO MODULO: DO CRISTIANISMO ATÉ O ILUMINISMO


a.      A novidade da proposta antropológica cristã

https://www.youtube.com/watch?v=bHI_Y6hwpkQ&t=2248s

 

Slides sobre o tema: https://www.academia.edu/105590718/A_concep%C3%A7%C3%A3o_crist%C3%A3o_medieval_do_homem

 

 

b.      A reviravolta da antropologia humanista e moderna

https://www.youtube.com/watch?v=jEJ84cH7pyI

 

Slides sobre o humanismo: https://www.academia.edu/105822726/A_concep%C3%A7%C3%A3o_moderna_do_homem_o_humanismo

 

Slides sobre o dualismo antropológico de Descartes: https://www.academia.edu/106040045/O_dualismo_antropologico_de_Descartes

 

Slides sobre o homem e o nascimento das ciências no sec. XVII: https://www.academia.edu/106271045/O_homem_e_o_nascimento_das_ciencias_no_sec_XVII

 

Slides sobre a ideia de homem na época do iluminismo: https://www.academia.edu/106271101/A_ideia_do_homem_na_%C3%A9poca_do_iluminismo

 

 

TERCEIRO MODULO: A CRISE PÓS-MODERNA

a.      A proposta antropológica da filosofia pós-moderna

https://www.youtube.com/watch?v=3q_n_gSMw5E&list=PLU_tuB3qQtMs&index=6

 

Artigo do professor sobre a condição pós-moderna: https://mondodomani.org/dialegesthai/articoli/paolo-cugini-04

 

b.      O pós-humanismo

https://www.youtube.com/watch?v=dHqPlcnKaiA&t=16s

 

Slides sobre o pós-humanismo e a antropologia filosófica: https://www.academia.edu/124756434/P%C3%B3s_humanismo_e_antropologia_filos%C3%B3fica

 

Artigo do professor sobre a proposta pós-humanista de Rosi Braidotti (citada no vídeo): https://paideiafca.blogspot.com/2026/08/alem-do-humanismo-virada-pos-humana.html

 

 

 

QUARTO MODULO: RESPOSTAS DE FILOSOFIA DA RELIGIÃO

a.       O personalismo de Emmanuel Mounier: https://www.youtube.com/watch?v=_wyBWd8hNHs&list=PLU_tuB3qQtMs&index=7

 

Artigo do professor sobre a proposta antropológica de Emmanuel Mounier numa abordagem pastoral: https://revistaeclesiasticabrasileira.itf.edu.br/reb/article/view/1466

 

b.      O centro da pessoa na antropologia filosófica de Edith Stein: https://www.youtube.com/watch?v=J4fuhz9llR4&list=PLU_tuB3qQtMs&index=8

 

 

Slides sobre a proposta antropológica de Edith Stein: https://www.academia.edu/108503835/A_proposta_antropologica_de_Edith_Stein_1891_1942_

 

 

c.       A proposta antropológica de Leonardo Boff

https://www.youtube.com/watch?v=ZHAinnSX5rk&list=PLU_tuB3qQtMs&index=8

 

Slides do texto de Leonardo Boff: https://www.academia.edu/108226417/O_diab%C3%B3lico_e_o_simb%C3%B3lico_na_constru%C3%A7%C3%A3o_da_realidade_Uma_proposta_antropologica_de_Leonardo_Boff

 

d.      Artigo do professor onde compara a proposta antropológica de Emmanuel Mounier com a proposta antropológica de Edith Stein: https://periodicos.ufs.br/prometeus/article/view/24826

 

 

DUAS PROVAS

Primeira prova: Ler e comentar o seguinte texto: Humanismo, ciência moderna e liberdade de pensamento: a ruptura que abriu a modernidade. https://matutan.blogspot.com/2026/08/humanismo-ciencia-moderna-e-liberdade.html

 

Segunda prova: elaborar um artigo sobre uma das temáticas proposta ao longo do curso (de 7 até 10 paginas)

 


BIBLIOGRAFIA: https://paideiafca.blogspot.com/2026/07/bibliografia-antropologia-filosofica.html

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

A Antropologia da hipermodernidade em Gilles Lipovetsky

 




Paolo Cugini

 

O pensamento de Gilles Lipovetsky revolucionou a sociologia contemporânea ao propor uma antropologia do hipermodernismo, estruturada em torno do conceito de individualismo de segunda geração. A sua proposta antropológica investiga como a perda das grandes narrativas tradicionais deu lugar a uma sociedade centrada no consumo, no hedonismo e na personalização em massa.

 

1. O Processo de personalização e a era do vazio

A base da antropologia de Lipovetsky estabelece-se na transição da modernidade para a pós-modernidade (posteriormente redefinida por ele como hipermodernidade). O motor dessa transformação é o processo de personalização, um novo modo de gestão social que substitui a coerção disciplinar pela livre escolha individual e pelo estímulo aos desejos.

Em sua obra de estreia, o autor mapeia a fratura das instituições tradicionais (como a igreja, o Estado e a família rígida) e o surgimento de um indivíduo narcisista, focado na autorrealização psicológica. "O processo de personalização designa a linha de força, a mutação sociológica global em curso, que atinge o conjunto dos sectores da vida social [...] operando uma rutura fundamental com a fase disciplinar-autoritária da modernidade." (LIPOVETSKY, Gilles. 1989.p. 13)

2. A Efemeridade como estrutura social

Se a antropologia clássica buscava as estruturas permanentes e os mitos estáveis das sociedades, Lipovetsky inverte esse olhar ao colocar o efêmero e a sedução como os verdadeiros pilares organizacionais do Ocidente contemporâneo. A forma-moda deixa de ser um fenômeno fútil ou superficial para se tornar a lógica suprema que rege a política, a cultura, a informação e o consumo.

O ser humano hipermoderno é moldado pela necessidade de renovação constante e pela obsolescência programada, não apenas dos objetos, mas também de suas próprias identidades e laços afetivos. "A moda não é um reflexo, é um ator da dramaturgia histórica; longe de ser uma excrescência periférica do mundo moderno, ela é um elemento central, o motor de uma mutação global das sociedades ocidentais.” (LIPOVETSKY, 1989b. p. 11)

3. A metamorfose do consumo e o homo consumericus

A consolidação mais madura da sua proposta antropológica ocorre com a transição conceitual do pós-moderno para o hipermoderno. Lipovetsky argumenta que não rompemos com a modernidade, mas sim que a levamos ao seu paroxismo (ao excesso).

Nesse cenário, emerge o Homo Consumericus: um agente antropológico que já não consome para exibir status social aos outros (como ocorria no consumo de distinção do século XX), mas sim para obter sensações íntimas, bem-estar, saúde e experiências emocionais. O consumo passa a ser existencial e terapêutico. "O mercado conseguiu democratizar a ambição do bem-estar individual, transformou o luxo em conforto e a mercadoria em vetor de felicidade existencial. O Homo consumericus é um ser que consome para si mesmo, para a sua própria estimulação emocional." (LIPOVETSKY, 2007.p. 34)

4. O Paradoxo da autonomia e da ansiedade

A antropologia lipovetskyana é essencialmente ambivalente. Ela recusa o pessimismo apocalíptico de críticos que enxergam o fim da cultura, mas também afasta-se de um otimismo ingênuo.

O paradoxo central do homem hipermoderno reside no fato de que, quanto mais livre e autônomo ele se torna das amarras sociais e das tradições, mais ele se vê desamparado, ansioso e dependente de suportes psicológicos, farmacológicos e mercadológicos para gerenciar sua própria vida. A soberania individual gera, simultaneamente, uma vulnerabilidade de massa. "A hipermodernidade caracteriza-se por um individualismo desinstitucionalizado, onde o indivíduo é intimado a ser o autor da sua própria vida, gerando uma angústia permanente face ao futuro e uma obsessão pela performance e pela urgência temporal." (LIPOVETSKY, 2004. p. 51)

 

Bibliografia

LIPOVETSKY, Gilles. A Era do Vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo. Tradução de Miguel Serras Pereira e Ana Luísa Faria. Lisboa: Relógio D'Água, 1989.

LIPOVETSKY, Gilles. O Império do Efêmero: a moda e o seu destino nas sociedades modernas. Tradução de Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1989b.

LIPOVETSKY, Gilles; CHARLES, Sébastien. Os Tempos Hipermodernos. Tradução de Mario Vilela. São Paulo: Barcarolla, 2004.

LIPOVETSKY, Gilles. A Felicidade Paradoxal: ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo. Tradução de Maria Lucia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Antropologia filosófica medieval

 



 

A antropologia filosófica medieval não existe como uma disciplina autônoma, mas representa o cerne de todo o pensamento medieval. Numa época dominada pela teologia, a questão "o que é o homem?" encontra resposta numa síntese complexa da revelação cristã e da filosofia grega clássica.

 

O Paradoxo do homem: lama e divindade

A antropologia medieval baseia-se numa tensão constante entre a miséria material dos seres humanos e a sua grandeza espiritual.

• Imago Dei: O homem é criado à imagem e semelhança de Deus, o que lhe confere dignidade absoluta.

• Criatura: O ser humano permanece uma criatura contingente, formada do pó da terra e marcada pelo pecado original.

• Mediador Cósmico: O homem é um microcosmo, o ponto de junção entre o mundo material (corpo) e o mundo espiritual (alma).

 

As Duas Grandes correntes fundadoras

O pensamento medieval desenvolve-se através de dois modelos filosóficos principais para explicar a natureza humana.

 

O Modelo Agostiniano (Platonismo)

Dominante até o século XII, inspira-se em Platão e Plotino.

 

• Dualismo acentuado: O homem é essencialmente sua alma espiritual.

• O corpo como instrumento: O corpo é uma realidade material transitória que a alma possui e governa.

• Interioridade: A verdade é encontrada no abismo da alma através da iluminação divina.

 

O Modelo Tomista (Aristotelismo)

Estabelecido no século XIII por Tomás de Aquino, revolucionou a visão do homem.

• Unidade psicofísica: O homem não é apenas alma, nem apenas corpo, mas a síntese indissolúvel de ambos.

• Alma como forma: A alma espiritual é a forma substancial do corpo material (sínole).

• Valorização da matéria: O corpo é necessário para que a alma opere, conheça e experimente o mundo.

 

Livre-arbítrio, razão e destino

A reflexão medieval não se limita à estrutura do homem, mas também investiga sua ação moral e propósito último.

• Razão e Vontade: O homem é o único ser terreno dotado de intelecto e livre-arbítrio, capacidades que o tornam moralmente responsável.

• A Queda e a Graça: A natureza humana é ferida pelo pecado, mas não totalmente corrompida; ela necessita da graça divina para a plenitude.

• A Visão Beatífica: O objetivo final da antropologia medieval é transcendente. O homem foi feito para a felicidade eterna, que é alcançada na contemplação de Deus.

Longe de ser uma era obscurantista, a Idade Média legou à modernidade uma ideia do homem como um valor absoluto, estabelecendo o próprio conceito de "pessoa" que seria central nos séculos subsequentes.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

BIBLIOGRAFIA ANTROPOLOGIA FILOSOFICA

 



 

  • O Inumano: Considerações sobre o Tempo (Jean-François Lyotard):
  • Permuta Simbólica e a Morte (Jean-Baudrillard):
  • Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia
  • Não Lugares: Introdução a uma Antropologia da Supermodernidade (Marc Augé):
  • A Constituição das Novas Subjetividades e Religiosidade na Pós-Modernidade (Dr. Hugo Brandão):
  • Caminhos Contemporâneos da Antropologia Filosófica (Luís António Umbelino, Federica Puliga e Antonio B. M. Lima, Orgs.)
  • Antropologia do ciborgue: As vertigens do pós-humano, Autores/Orgs.: Donna Haraway, Tomaz Tadeu, Hari Kunzru, Autêntica Editora, 2025.
  • Pós-humano, novos materialismos e linguagem, Orgs.: Atilio Butturi Junior, Marcelo Buzato, Nathalia Muller Camozzato, Pontes Editores, 2024
  • O ser humano como animal: Por que ainda não nos encaixamos na natureza, Markus Gabriel, Vozes, 2024
  • Antropologia Filosófica: Pessoa, Liberdade, Relacionalidade (2024) Francesco Russo

 

Livros de Zigmunt Bauman

  • Modernidade Líquida
  • A Arte da Vida
  • Amor Líquido: Sobre a fragilidade dos laços humanos
  • A Individualidade numa Época de Incertezas (com Rein Raud)

 

Livros de Gianni Vattimo:

  • O Homem Pós-Metafísico e o "Pensamento Fraco"
  • O Fim da Modernidade: Niilismo e Hermenêutica na Cultura Pós-Moderna:
  • A Sociedade Transparente
  • Crer que se Crê
  • Adeus à Verdade

 

 

 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

A proposta antropológica de Aristóteles

 




 

Diferente de seu mestre Platão, que via o ser humano como uma alma aprisionada em um corpo, Aristóteles formula uma visão integrada. A antropologia aristotélica é fundamentada no hilemorfismo, a teoria de que tudo é composto de matéria e forma. No caso dos seres humanos, o corpo é a matéria e a alma é a forma.

 

O Hilemorfismo e a unidade humana

Para Aristóteles, a alma e o corpo não são duas substâncias distintas que operam separadamente. Eles constituem uma unidade substancial.

  • Corpo: A matéria orgânica, o potencial de vida.
  • Alma: A forma do corpo, o princípio que traz o potencial à atualidade.
  • Morte: A separação da alma destrói a própria identidade do corpo, restando apenas cadáver.

 

A escala da alma: três dimensões da vida

Aristóteles classifica as funções da alma em três níveis progressivos, localizando o ser humano no topo dessa estrutura biológica.

  • Alma vegetativa: Responsável pela nutrição, crescimento e reprodução (comum a plantas e animais).
  • Alma sensitiva: Controla a percepção, desejos e movimentos locotores (comum a animais).
  • Alma racional: Exclusiva dos seres humanos, engloba o intelecto e a vontade deliberada.

 

O animal político e racional

A essência humana realiza-se através de duas definições célebres presentes em suas obras Política e Ética a Nicômaco:

  • Animal racional: O homem possui o logos (linguagem e razão), capacidade única de julgar o justo e o injusto.
  • Animal político: O ser humano não é autossuficiente isolado; ele necessita da pólis (cidade) para se desenvolver.

 

A Busca pela felicidade (Eudaimonia)

A antropologia de Aristóteles é finalista (teleológica). Todo ser humano busca um fim último, que é a eudaimonia (felicidade ou autorrealização).

  • Ação virtuosa: A felicidade não é um estado estático ou prazer momentâneo. Ela decorre de uma vida inteira dedicada à virtude moral.
  • O Justo meio: A virtude é o equilíbrio racional entre dois extremos (o excesso e a escassez).
  • Contemplação: A atividade mais elevada e feliz para o homem é o uso do intelecto puro na contemplação da verdade.

Em resumo, Aristóteles propõe um ser humano reconciliado com sua biologia, cuja mente racional encontra o seu propósito máximo na convivência ética e política dentro da comunidade.

Dualismo vs. hilemorfismo: Aristóteles frente a Platão

Enquanto Platão enxerga o homem a partir de uma cisão dramática entre dois mundos, Aristóteles o define como uma unidade biológica e funcional. Essa divergência moldou as bases da psicologia e da filosofia ocidental.

 

O Corpo: prisão vs. matéria

A principal ruptura entre os dois filósofos está no papel da matéria física na constituição humana.

  • Platão (Dualismo): O corpo é o soma-sema (corpo-túmulo). Uma prisão material temporária que cega a alma e a afasta da verdade através dos sentidos.
  • Aristóteles (Hilemorfismo): O corpo é matéria essencial. Não há homem sem corpo. Os sentidos não são inimigos, mas a única porta de entrada para o conhecimento real.

 

 A Alma: Prisioneira imortal vs. Forma do corpo

A natureza e a imortalidade da alma ganham caminhos opostos em suas teorias.

  • Platão: A alma é uma substância espiritual completa e imortal. Ela existia no Mundo das Ideias antes de cair no corpo e para lá deseja retornar.
  • Aristóteles: A alma é o princípio vital (a forma) do corpo. Sendo a forma de um corpo físico, a alma individual (salvo o intelecto agente) morre junto com o organismo.

 

A Divisão Interna do ser humano

Ambos dividem o funcionamento interno do homem em três partes, mas com focos diferentes:

 Conhecimento e o sentido da vida

A origem do saber define como o homem deve viver para alcançar a felicidade.

  • Platão (Reminiscência): Conhecer é lembrar. O homem deve se isolar do mundo sensível para recordar as verdades puras que sua alma viu antes de encarnar.
  • Aristóteles (Abstração): O homem nasce como uma folha em branco (tabula rasa). O intelecto extrai os conceitos universais diretamente da experiência com os objetos do mundo real.

 

 

segunda-feira, 29 de junho de 2026

CURSO DE ANTROPOLOGIA FILOSOFICA 2026

 



 

JULHO

13 PRIMEIRA PARTE: ABORDANDO O PROBLEMA ANTROPOLOGICO

Introdução ao curso. A antropologia filosófica e as ciências antropológicas

20 SEGUNDA PARTE: ITINERARIO HISTÓRICO. Análise das principais concepções filosóficas acerca da pessoa humana. A formação do homem grego ao tempo de Homero: a teoria de Werner Jaegger

27 Concepção clássica e o dualismo antropológico elaborado por Platão e a antropologia de Aristóteles. A novidade de Plotino.  

 

AGOSTO

3 Concepção cristã medieval: a novidade da proposta cristã.Concepção humanista. Pico da Mirandola e Erasmus de Roterdam. 

10 Concepção moderna em Descartes e na elaboração iluminista

17 Prova 1

24  TERCEIRA PARTE: os desafios da antropologia na época contemporânea. A crise pós-moderna na filosofia de Zygmunt Bauman e Gianni Vattimo.

 31 A interpretação de Byung-Chul Han e de Agamben 

SETEMBRO

7 Feriado: independência do Brasil

14 Segunda Prova

21Antropoceno como consequência da proposta elaborada na modernidade

28 Post humanismo

 

OUTUBRO

5 Antropologia indigena e da AMerica latina

12 Feriado – Dia de Nossa Senhora Aparecida

19 Antropologia feminista 

26 QUARTA PARTE: algumas respostas da antropologia cristã. O personalismo de Emmanuel Mounier.

 

NOVEMBRO

2 Feriado: Dia de Finados

9 A perspectiva fenomenológica: empatia e interioridade de Edith Stein

16 A liberdade como essência da antropologia em Abraham Joshua Heschel

23 A perspectiva antropológica de Leonardo Boff

30 Prova 4

 

 

Antropologia filosófica indígena: descolonização epistêmica e a ontologia do Bem Viver

    Paolo Cugini   A antropologia filosófica indígena é uma chave conceitual para contestar o racismo epistêmico eurocêntrico. Ao contrário ...