segunda-feira, 29 de junho de 2026

CURSO DE ANTROPOLOGIA FILOSOFICA 2026

 



 

JULHO

13 PRIMEIRA PARTE: ABORDANDO O PROBLEMA ANTROPOLOGICO

Introdução ao curso. A antropologia filosófica e as ciências antropológicas

20 SEGUNDA PARTE: ITINERARIO HISTÓRICO. Análise das principais concepções filosóficas acerca da pessoa humana. A formação do homem grego ao tempo de Homero: a teoria de Werner Jaegger

27 Concepção clássica e o dualismo antropológico elaborado por Platão e a antropologia de Aristóteles. A novidade de Plotino.  

 

AGOSTO

3 Concepção cristã medieval: a novidade da proposta cristã.

10 a proposta antropológica de santo Agostinho

17 Prova 1

24 Concepção humanista. Pico da Mirandola e Erasmus de Roterdam. 

 31 Concepção moderna em Descartes e na elaboração iluminista

SETEMBRO

7 Feriado: independência do Brasil

14 Segunda Prova

21 TERCEIRA PARTE: os desafios da antropologia na época contemporânea. A crise pós-moderna na filosofia de Zygmunt Bauman e Gianni Vattimo.

28 A interpretação de Byung-Chul Han

 

OUTUBRO

5 Antropoceno como consequência da proposta elaborada na modernidade

12 Feriado – Dia de Nossa Senhora Aparecida

19 Post humanismo

26 QUARTA PARTE: algumas respostas da antropologia cristã. O personalismo de Emmanuel Mounier.

 

 

NOVEMBRO

2 Feriado: Dia de Finados

9 A perspectiva fenomenológica: empatia e interioridade de Edith Stein

16 A liberdade como essência da antropologia em Abraham Joshua Heschel

23 A perspectiva antropológica de Max Scheler

30 Prova 4

 

 

quinta-feira, 4 de junho de 2026

IV PROVA FENOMENOLOGIA E HERMENÊUTICA sexta-feira, 12 junho 2026

 




Debate na sala sobre os seguintes temas (para o bom exito de debate é importante que cada estudante prepare o assunto e até escreva no caderna o tema que quer aprofundar no debate):

1.      Da hermenêutica de Spinoza a Schleiermacher

2.      A hermenêutica bíblica e o debate do livro da Bíblia na história da Igreja Católica

3.      As propostas hermenêuticas de Gadamer e Heidegger 

IV PROVA FILOSOFIA POLÍTICA quinta-feira, 11 junho 2026

 




Debate na sala sobre os seguintes temas (para o bom exito de debate é importante que cada estudante prepare o assunto e até escreva no caderna o tema que quer aprofundar no debate):

1.      Os sistemas políticos do século XIX: liberismo, marxismo, anarquismo.

2.      Igreja e comunismo

3.      A análise de Max Weber e as consequências

4.      Hanna Arendt e a reflexão sobre o totalitarismo. A volta dos totalitarismos nos movimentos de extrema-direita.

IV PROVA FILOSOFIA ANTIGA terça-feira, 9 junho 2026

 



(para o bom exito do debate é importante que cada estudante prepare o assunto e até escreva no caderno o tema que quer aprofundar no debate)


Debate na sala sobre os seguintes temas  :

1.      Elementos específicos e diferenças entre os sistemas metafísicos platônico, aristotélico e médio-platônico.

2.      Características da hera helenística

3.      Filo de Alexandria e a diferença entre alegorese e tipologia 

IV PROVA EPISTEMOLOGIA Segunda feria, 8 junho 2026

 




Debate na sala sobre os seguintes temas(para o bom exito de debate é importante que cada estudante prepare o assunto e até escreva no caderna o tema que quer aprofundar no debate) :

1.      O debate que marcou a passagem do geocentrismo para o heliocentrismo. A tese de Thomas Kuhn sobre a mudança de paradigma que demorou mais de um século.

2.      O debate da epistemologia contemporânea sobre a verdade da ciência: Feyerabend, Popper, Lakatos, Bachelard.

3.      A epistemologia em teologia de Bernard Lonergan.

4.      Que tipo de teologia pode ser auxiliada pela epistemologia contemporânea. 

sábado, 23 de maio de 2026

XI Coloquio latinoamericano de Fenomenología // Octubre 2026

 



Link a página web del evento: https://www.clafen.org/xi-coloquio-latinoamericano-de-fenomenologia/

El Círculo latinoamericano de fenomenología convoca al XI Coloquio Latinoamericano de Fenomenología: “Naturaleza y espíritu” a realizarse en Lima, Perú.

Organiza: PUCP, UNMSM

Conferencias magistrales: Renaud Barbaras, Demot Moran, Roberto Walton

Lineamientos para presentación de propuestas:

·         Formatos de presentación: ponencia individual, mesa temática, presentación de libro o revista

·         Las propuestas deberán enviarse a xiclafen@pucp.edu.pe e incluir:

·         Título + Resumen (máx. 500 palabras) + 5 Palabras clave

·         Un documento aparte con información del/de los autor/es (máx. 200 palabras)

·         Para mesas temáticas, solo un integrante envía la propuesta (Título + Resumen + Palabras clave + información de cada autor + título general de la mesa temática)

Fecha límite de envío: 15 de mayo de 2026 Notificación de aceptación: 15 de junio de 2026

Más información: xiclafen@pucp.edu.pe

sexta-feira, 22 de maio de 2026

II ATELIÊ PAUL RICOEUR: CAMPO GRANDE (MS) 2026

 




 

 

De 19 a 2 2 de maio 2026 em Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul, aconteceu o II Ateliê Ricoeur na América Latina organizado pela Rede Brasil-Ricoeur. O ateliê, que viu a participação dos maiores estudiosos latino-americanos do filosofo francês Paul Ricoeur (1913-2005), teve como objetivo aprofundar a interpretação ricoeuriana sobre Sigmund Freud, sobretudo aprofundando o texto de Ricoeur: Da interpretação: ensaio sobre Freud, publicado no 1965.

Aqui em seguida uma breve síntese do conteúdo que saiu nestes dias, destacando aquilo que mais me chamou atenção.

 

Introdução

Para Paul Ricoeur, Sigmund Freud não criou apenas uma psicologia clínica, mas sim uma revolução filosófica que abalou a forma como o ser humano compreende a si mesmo. Em sua obra seminal de 1965, Da Interpretação: ensaio sobre Freud (publicada em francês como: De l'interprétation. essai sur Freud), Ricoeur insere a psicanálise no campo da hermenêutica a teoria da interpretação de textos e símbolos.

No cenário filosófico do século XX, Paul Ricoeur propôs uma virada metodológica ao aproximar a psicanálise da filosofia da linguagem. Em vez de tratar o inconsciente como uma realidade puramente biológica, Ricoeur o define como um texto que precisa ser decifrado. Ele posiciona Freud ao lado de Karl Marx e Friedrich Nietzsche como um dos "mestres da suspeita", pensadores que desmascararam a falsa clareza da consciência humana.



1. A Escola da suspeita e o descentralramento do sujeito

Ricoeur argumenta que Freud destrói a ilusão cartesiana de que a consciência é transparente para si mesma. O cogito ("penso, logo existo") dá lugar a um sujeito que desconhece suas próprias motivações básicas. "Três mestres dominam a escola da suspeita: Marx, Nietzsche e Freud. [...] Todos os três começam a partir da suspeita em relação às ilusões da consciência" (RICOEUR, 1965, p. 42).

Nessa perspectiva, o papel de Freud não é destruir o sujeito, mas purificá-lo de suas falsas certezas. A consciência deixa de ser uma origem dada e passa a ser uma tarefa a ser conquistada através da interpretação.

2. A Dupla dimensão de Freud: energética vs. hermenêutica

O cerne da tese de Ricoeur sobre Freud reside em uma tensão dialética essencial. Por um lado, Freud usa uma linguagem de forças físicas, fluidos e cargas (a "energética" ou economia da mente). Por outro lado, ele trabalha com o sentido, com relatos de sonhos, lapsos e símbolos (a "hermenêutica"). "O que o discurso freudiano apresenta é uma articulação constante da força e do sentido, da energética e da hermenêutica" (RICOEUR, 1965, p. 77).

Ricoeur demonstra que um desejo humano nunca se apresenta de forma pura; ele sempre se expressa mediado por uma linguagem simbólica. O sintoma neurótico ou o sonho são textos distorcidos que demandam tradução.



3. A Arqueologia e a teleologia do sujeito

Para Ricoeur, a interpretação freudiana é fundamentalmente uma "arqueologia". Ela escava o passado do indivíduo, buscando na infância e nas pulsões primitivas a causa das manifestações atuais. "A psicanálise se apresenta como uma arqueologia do sujeito; ela nos remete sempre ao arcaico, ao infantil, ao inconsciente como o fundamento esquecido" (RICOEUR, 1965, p. 441).

Contudo, Ricoeur complementa que uma hermenêutica puramente arqueológica seria redutiva. Ele propõe uma dialética com a "teleologia" (inspirada em Hegel), sugerindo que o ser humano não é apenas determinado pelo seu passado (arqueologia), mas também se move em direção a um sentido futuro, autoconsciente e espiritual (teleologia). O sujeito se descobre no movimento entre o que o determinou e o que ele projeta ser.

4. O Símbolo como expressão do desejo

Na leitura ricoeuriana, o analista e o paciente trabalham sobre o símbolo. O símbolo possui uma estrutura de duplo sentido: existe um significado literal (o manifesto) e um significado oculto (o latente). Freud é o mestre que ensina a decifrar essa linguagem cifrada do desejo.

"O símbolo é a estrutura de significação onde um sentido direto, primário, literal, designa além disso um outro sentido indireto, secundário, figurado, que só pode ser apreendido através do primeiro" (RICOEUR, 1965, p. 25).



Conclusão

Paul Ricoeur não aceitou a psicanálise como uma ciência natural exata, mas validou-a como uma rigorosa disciplina de interpretação do sentido humano. Ao ler Freud sob uma lente hermenêutica, Ricoeur salvou o pensamento freudiano do reducionismo materialista, transformando a psicanálise em uma via indispensável para a filosofia da existência e para o autoconhecimento.

 

Referências Bibliográficas 

RICOEUR, Paul. De l'interprétation. Essai sur Freud. Paris: Éditions du Seuil, 1965.

RICOEUR, Paul. Da Interpretação: Ensaio sobre Freud. 

 


CURSO DE ANTROPOLOGIA FILOSOFICA 2026

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