sábado, 31 de janeiro de 2026

CALENDÁRIO E BIBLIOGRAFIA DO CURSO DE FENOMENOLOGIA E HERMENÊUTICA 2026

 



 

 

FEVEREIRO

12: Introdução ao curso. Contesto histórico e cultural na base do surgimento da fenomenologia.

19: Husserl e a sua escola (primeira parte).

26: Husserl e a sua escola (segunda parte).

 

MARÇO

5:   Fenomenologia francesa: Bergson, Péguy 

12: Fenomenologia alemã: realista, existencialista (Scheler, Jaspers). Influência da fenomenologia em algumas correntes contemporânea: historicismo, desconstrucionismo, estruturalismo. 

19: Primeira prova.

26: Introdução a hermenêutica. 

 

ABRIL

2: Feriado: Quinta Feira Santa

9: Schleiermacher e o desenvolvimento da hermenêutica bíblica (segunda prova: entrega da sintése de um livro)

16: Segunda Prova

23: O pensamento fenomenologico de Michel Henry. Aula de: Dr. Pe Giorlando Barbosa (Aula on-line). 

30: Indicações de hermenêutica bilbica. Hermenêutica e historicismo: Dilthey.  

 

MAIO

7: Verdade e método de Gadamer

14: Hermenêutica e pós-moderno em Heidegger e Vattimo

21:  Terceira Prova

28: Análise da hermenêutica filosófica na atualidade: Ricoeur

 

JUNHO

4: Feriado: Corpus Christi

11: Quarta Prova

 

BIBLIOGRAFIA

 

A. FENOMENOLOGIA

1. Obras Fundamentais

Edmund Husserl: Idéias para uma fenomenologia pura e para uma filosofia fenomenológica – Editora Ideias & Letras, 2006.

Martin Heidegger: Ser e Tempo – Editora Vozes, 2006 (Tradução de Márcia Sá Cavalcante Schuback).

Maurice Merleau-Ponty: Fenomenologia da Percepção – Editora Martins Fontes, 1994.

Jean-Paul Sartre: O Ser e o Nada – Editora Vozes, 1997.

 

2. Introduções e Comentários

Jean-François Lyotard: A Fenomenologia – Edições 70, 1999.

Dan Zahavi: Fenomenologia para Iniciantes – Editora Vozes, 2019.

Antonio Balbino Marçal Lima (Org.): Ensaios sobre a fenomenologia: Husserl, Heidegger e Merleau-Ponty – Editora Editus, 2014.

 

3. Aplicações e Interseções

Alfred Schütz: Fenomenologia e Relações Sociais – Editora Zahar, 1979.

Maria Aparecida Viggiani Bicudo: Fenomenologia: confrontos e avanços – Editora Cortez, 2000.

 

B. HERMENÊUTICA

Obras Fundamentais da Hermenêutica Filosófica e Geral

Hans-Georg Gadamer. Verdade e Método: Traços Fundamentais de uma Hermenêutica Filosófica (Wahrheit und Methode), de Editora: Vozes, 2014.

Friedrich Schleiermacher. Hermenêutica: arte e técnica da interpretação. Editora: Fundação Calouste Gulbenkian, 1999.

Emilio Betti. A Teoria Geral da Interpretação, Editora: Publicações têm variado, mas artigos e trechos da obra estão disponíveis em repositórios acadêmicos.

Paul Ricoeur. O Conflito das Interpretações: Ensaios de Hermenêutica, Editora: Summus, 1978.

PALMER, Richard E. Hermenêutica Editora: Edições 70, 1986.

Obras Brasileiras de Referência

DUQUE-ESTRADA, Paulo Cesar. Direito e método: a metodologia jurídica à luz da hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer.), Editora Dialética, 2021

FIGUEIREDO, Virginia de Araújo. A palavra e a mordaça: ensaios de filosofia, psicanálise e literatura.  Editora: Editora UFMG, 2005.

 

CALENDÁRIO E BIBLIOGRAFIA CURSO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA 2026

 



 

 

FEVEREIRO

UNIDADE I A passagem do pensamento mítico ao logos grego

10: Introdução e apresentação do curso. Definições do pensamento mítico e de filosofia. A teoria de Rolando Azzi.

17: Feriado: Carnaval

24: O específico da filosofia comparada com as outras disciplinas humanísticas. Os vários métodos da filosofia.

 

MARÇO

UNIDADE II A busca da arché na filosofia pré-socrática e a novidade da filosofia socrática e sofistica

3: Os primeiros pré-socráticos: Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Anaxágoras. 

10:  os pitagoricos. Escola eleática: Xenófanes, Parmênides, Zenão e Melisso.

17:  Primeira prova 

24:  O pensamento socrático.

31: Os sofistas: Protágoras e Gorgia. 

 

 

ABRIL

7: UNIDADE III O cume da filosofia antiga: Platão e Aristóteles O sistema Platônico: o nascimento da metafisica. O dualismo antropológico do sistema platônico e as consequências na mística cristã.

14: Segunda prova

21: Feriado: Tiradentes

28: A metafisica de Aristóteles e a ruptura com o mestre Platão. A ética e a teologia Aristotélica

 

MAIO

5:Segunda parte de Aristotéles: teologia, cosmologia e etica. As consequências do expansionismo de Alexandre Magno  

12: Situação da filosofia na hera helenística. As grandes escolas desta época. O medioplatonismo

19: Terceira Prova

26: Plotino e o neoplatnismo 

 

JUNHO

2: Síntese dos quatros grandes sistemas metafísicos da época clássica

9:  prova final

 

BIBLIOGRAFIA

 

Manuais e Obras de Referência

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dário. História da Filosofia (Volume 1: Filosofia Antiga). São Paulo: Paulus, 2003.

CHÂTELET, François (Org.). História da Filosofia (Volume 1: A Filosofia Antiga). Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1995.

HADOT, Pierre. O que é a Filosofia Antiga?. São Paulo: Edições Loyola, 1998.

MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia: Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

LARA, Tiago Adão. Curso de História da Filosofia: A Filosofia nas suas origens gregas. Petrópolis: Vozes, 2001.

DIÔGENES LAÊRTIOS. Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. Brasília: Editora UnB, 1969 (reimpressões recentes disponíveis). 

 

Fontes Primárias Essenciais

As editoras Edipro e Loyola são referências frequentes para estas traduções. 

PLATÃO. A República. Diversas edições (Ex: Fundação Calouste Gulbenkian ou Edipro).

PLATÃO. Diálogos I-III, Edipro, 2017s.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Edipro, 2020.

ARISTÓTELES. Metafisica, Loyola, 2018.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Edipro, 2019. 

PLOTINO. Tratados das Enéadas. Polar, 2000.

 

 

~

Introduções Contemporâneas

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2003.

CINTRA, Rodrigo Suzuki. Filosofia Antiga. São Paulo: Editora Senac, 2022.

BRAGA JUNIOR, Antonio Djalma; LOPES, Luis Fernando. Introdução à Filosofia Antiga. Curitiba: Intersaberes, 2024.

 

CALENDÁERIO E BIBLIOGRAFIA DO CURSO DE FILOSOFIA POLÍTICA 2026

 



 

 

FEVEREIRO

UNIDADE I Nascimento e fundamentos teóricos da filosofia política 

9: Palestra de início do ano eletivo da Faculdade.

16: Feriado: carnaval

23: Introdução ao curso. Elementos introdutivos: porque é importante estudar filosofia Política. A experiencia da pólis grega.

 

MARÇO

UNIDADE II a fase moderna da filosofia política e o surgimento do Estado

2:  As propostas da idade clássica:  a República de Platão e a Política de Aristóteles.

9:  Uma filosofia política cristã baseado no Evangelho. A proposta política da primeira comunidade cristã. A cidade de Deus de Santo Agostinho. A filosofia política cristã: propostas elaboradas até os nossos dias. 

16:  Primeira prova

24: O príncipe de Maquiavel. O contrato social de Rousseau no contexto do iluminismo

31 A proposta do empirismo inglês: o Leviatã de Hobbes e a proposta política de Locke

 

ABRIL

UNIDADE III.  O XX século: as grandes teorias políticas que mudaram o mundo

6: Utilitarismo de Stuart Mill

13:  Segunda prova

20: A filosofia política de Max Weber. A relação entre neoliberalismo e política

27: O Comunismo de Marx e o anarquismo de Kropotkin.

 

MAIO

UNIDADE IV Compreender o pensamento político contemporâneo

4: Comunismo e igreja católica. Do Vaticano II até o projeto político das CEBs 

11: Análise do totalitarismo no pensamento de Ana Arendt. A volta dos totalitarismos na conjuntura política atual.

18: Terceira prova

25: A relação entre política e economia: Fridman, Piketty, Stiglitz, Chossudovsky.

 

JUNHO

1: Análise política na perspectiva de Noam Chomsky.

8: Prova final

 

BIBLIOGRAFIA

 

 

Período Clássico

Platão. A República. Editora Fundação Calouste Gulbenkian, 2006.

Aristóteles: Política (Século IV a.C.). Editora Edipro (Edição bilíngue), 2019.

Cícero: Da República / Das Leis (Século I a.C.). Editora Vozes, 2011.

Xenofonte: A Constituição dos Lacedemônios (A Esparta Clássica). Editora Edipro, 2014.

 

Período Medieval

Santo Agostinho: A Cidade de Deus (Escrita original c. 413-426). Editora Vozes, 2021.

Santo Tomás de Aquino: Escritos Políticos (Coleção Pensadores). Editora Nova Cultural, 1997.

Marsílio de Pádua: O Defensor da Paz (Escrita original 1324). Editora Vozes, 1997.

Guilherme de Ockham: Sobre o Governo Tirânico do Papa. Editora Vozes, 2017. 

 

Período Moderno

Nicolau Maquiavel: O Príncipe (1532). L&PM Editores, 2008.

Thomas Hobbes: Leviatã (1651). Editora Martins Fontes, 2019.

John Locke: Dois Tratados sobre o Governo Civil (1689). Editora Edipro, 2014.

Jean-Jacques Rousseau: O Contrato Social (1762). Editora Vozes, 2017. 

 

Período contemporâneo

Rawls, John. Uma Teoria da Justiça. Editorial Presença, 2002.

Nozick, Robert. Anarquia, Estado e Utopia. Martins Fontes, 2001.

Arendt, Hannah. Sobre a Revolução. Companhia das Letras, 2017.

Habermas, Jürgen. Direito e Democracia: Entre Facticidade e Validade. Tempo Brasileiro, 1997.

Marx, Karl. O Manifesto do Partido Comunista. Editora Boitempo, 2013.

Foucault, Michel. Vigiar e Punir. Editora Vozes, 2015.

Mill, John Stuart. Sobre a Liberdade. Editora L&PM, 2016.

 

 Manuais de Referência e História da Filosofia

Giovanni Reale & Dario Antiseri: História da Filosofia (Vol. 2: Medieval e Vol. 3: Moderna). Editora Paulus, 2003.

Giulia Belgioioso (Org.): História da Filosofia Moderna. Editora da Unicamp, 2022.

Danilo Marcondes: Textos Básicos de Filosofia: de Platão a Foucault. Zahar, 1999.

 

 

 

CALENDÁRIO E BIBLIOGRAFIA DO CURSO DE EPISTEMOLOGIA DA CIÊNCIA 2026

 




 

FEVEREIRO

13 Introdução ao curso. Filosofia do conhecimento e filosofia da ciência. O âmbito da epistemologia da Ciência. Os principais debates que enfrentaremos no curso.

20 O método científico na filosofia antiga

27 Algumas especificações: indução, dedução, determinismo e positivismo.

 

MARÇO

6 UNIDADE II O debate epistemológico na modernidade. Os protagonistas revolução copernicana e a proposta de Thomas Khun.

13 O problema do método científico: Francis Bacon, Galileu.  

20 Primeira prova

27 Neopositivismo lógico e o radicalismo epistemológico do Circulo de Viena

 

ABRIL

 3 Feriado: Sexta-Feira Santa

10 UNIDADE III O debate contemporâneo sobre o método em epistemologia. A proposta de Feyerabend.

 

17 IIa Prova

24 O falsificacionismo de Popper e as refutações de Lakatos

 

MAIO

1 Feriado Nacional

8 Os obstáculos epistemológicos de Bachelard

15 Verdade e Justificação de Habermas e Rorty.

 

22 IIIa Prova

29 A física quântica e os seus desafios

 

JUNHO

4 Repasse e debate na sala

12 IV prova

 

BIBLIOGRAFIA

Quine, W.V.O. Epistemology Naturalized. In: Ontological Relativity and Other Essays. Columbia University Press, 1969.

Popper, Karl. A Lógica da Pesquisa Científica. Editorial Presença, 1975.

Kuhn, Thomas S. A Estrutura das Revoluções Científicas. Editora Perspectiva, 2017.

Chalmers, Alan F. O Que É Ciência, Afinal? Editora Brasiliense, 2013.

Russell, Bertrand. Problemas da Filosofia. Editora Martins Fontes, 2001.

Lakatos, Imre. Proofs and Refutations. Cambridge University Press, 1976.

Descartes, René. Meditações Metafísicas. Edições 70, 2014.

Putnam, Hilary. Razão, Verdade e História. Editora UNESP, 2015.

Feyerabend, Paul. Contra o Método. Editora Unesp, 2011.

Steup, Matthias. Epistemology: An Introduction to the Theory of Knowledge. Routledge, 1996.

Dancy, Jonathan. Epistemologia Contemporânea.) Estante Virtual.

Dutra, Luiz Henrique de Araújo. Introdução à Epistemologia. Editora UNESP. Faculdade Nacional de Direito - UFRJ.

Araújo, Inez Lacerda. Curso de Teoria do Conhecimento e Epistemologia. Amazon.

Bachelard, Gaston. A Formação do Espírito Científico. Brasil Escola.

Santos, Boaventura de Sousa. Um Discurso sobre as Ciências. Revista Kinesis.

Minayo, Maria Cecília de Souza. Caminhos do Pensamento: Epistemologia e Método. SciELO Books.

Greco, John & Sosa, Ernest. Compêndio de Epistemologia. Paulus Editora.

Bunge, Mario. Epistemologia: Curso de Atualização. Wiki IFSC.

 

sábado, 24 de janeiro de 2026

FILMES E DOCUMENTARIOS SOBRE O TEMA DA CIENCIA

 


 

 

 

Filmes e Dramas Históricos

  • Agora (Alexandria, 2009): Retrata a vida de Hipátia de Alexandria e o conflito entre o conhecimento científico astronômico e o fanatismo religioso no fim da Antiguidade.
  • Galileo (1975): Baseado na peça de Bertolt Brecht, foca no julgamento de Galileu Galilei e sua luta para validar o heliocentrismo contra o dogma estabelecido.
  • Oppenheimer (2023): Embora focado no século XX, é excelente para discutir a epistemologia da física moderna, ética e as consequências políticas da descoberta científica.
  • A Teoria de Tudo (2014): Cinebiografia de Stephen Hawking que aborda a busca por uma "teoria de tudo" e os limites da física teórica.
  • Contato (1997): Explora o método científico, a prova empírica e a relação entre ciência e crença pessoal sob uma perspectiva epistemológica cética.
  • Descartes (1974): Dirigido por Roberto Rossellini, faz parte de uma série que dramatiza a vida de filósofos, focando na fundação do racionalismo moderno. 

 

Documentários

  • Cosmos (A Personal Voyage / A Spacetime Odyssey): Ambas as versões (Carl Sagan e Neil deGrasse Tyson) narram a história da ciência, as vidas de Copérnico, Kepler e Newton, e o desenvolvimento do método científico.
  • The Story of Science (BBC, 2010): Uma série em seis episódios que explora como as descobertas científicas moldaram a história, focando em questões como "quem somos" e "do que o mundo é feito".
  • Behind the Curve (A Terra é Plana, 2018): Disponível na Netflix, é um estudo fascinante sobre a epistemologia contemporânea, analisando como as pessoas processam o conhecimento e por que ignoram o método científico em favor de conspirações.
  • Como a Ciência Mudou o Nosso Mundo (2010): Apresentado pelo Professor Robert Winston, foca nos grandes avanços e na mudança de paradigma do conhecimento. 

 

Temas Epistemológicos Específicos

  • Bliss (2021): Um filme que questiona a natureza da realidade, a confiabilidade da memória e a distinção entre sonho e mundo real.
  • Matrix (1999): Frequentemente usado para discutir o Mito da Caverna de Platão e o ceticismo de Descartes sobre a validade do conhecimento sensorial

 

 

A noção clássica de Episteme

 



 

A noção clássica de Episteme (do grego ἐπιστήμη) refere-se ao conhecimento verdadeiro, científico ou filosófico, fundamentado na razão e na lógica, em oposição à mera opinião ou crença. 

 

1. Episteme vs. Doxa

A distinção fundamental, estabelecida principalmente por Platão, ocorre entre: 

  • Episteme (Conhecimento): É o saber necessário, universal e imutável. Ele não depende de impressões subjetivas, mas de uma compreensão das causas e princípios das coisas.
  • Doxa (Opinião): É o saber sensível, mutável e particular. Refere-se ao mundo das aparências e aos sentidos, sendo, por natureza, falível. 

 

2. A Visão de Platão

Para Platão, a episteme só é alcançada quando a alma se volta para o Mundo das Ideias. O conhecimento real não está nos objetos físicos (que mudam), mas nas formas inteligíveis e eternas. No "Alegoria da Caverna", a saída da caverna representa a transição da doxa (sombras) para a episteme (a luz do sol/verdade). 

 

3. A Visão de Aristóteles

Aristóteles sistematizou a episteme como o conhecimento pelas causas. Para ele, conhecer algo cientificamente significa saber: 

  • O que a coisa é;
  • Por que ela é assim (sua causa);
  • Que ela não poderia ser de outra maneira (necessidade).
    Diferente de Platão, Aristóteles acreditava que a episteme poderia ser extraída da realidade empírica através da observação e da demonstração lógica (silogismo). 

 

4. Episteme e Techné

Na Grécia Antiga, também era comum distinguir episteme de techné (técnica ou arte). Enquanto a techné é um saber voltado para o "fazer" (produção de algo prático), a episteme é um saber voltado para o "conhecer" (contemplação teórica da verdade). 

 

5. Legado Moderno

O conceito clássico de episteme é a raiz da Epistemologia moderna, que estuda a validade e a natureza do conhecimento científico. No século XX, o filósofo Michel Foucault resgatou o termo, mas com um novo sentido: para ele, "episteme" define o conjunto de regras e estruturas que determinam o que é considerado verdade em uma determinada época histórica

 

O conhecimento científic

 



O conhecimento científico diferencia-se de outras formas de saber (como o senso comum ou a fé) por sua busca sistemática, crítica e metodologicamente rigorosa da verdade. Suas fontes epistemológicas fundamentam como adquirimos, validamos e estruturamos esse conhecimento. 

 

1. Fontes epistemológicas clássicas

A ciência moderna nasceu da síntese de duas correntes principais:

  • Racionalismo: Defende que a razão é a fonte principal do conhecimento. Utiliza o método dedutivo, onde se parte de leis gerais para explicar fenômenos particulares. No Portal da CAPES, é possível encontrar diversos artigos que exploram a influência de Descartes no pensamento científico contemporâneo.
  • Empirismo: Sustenta que o conhecimento provém da experiência sensorial e da observação. Utiliza o método indutivo, acumulando fatos particulares para gerar conclusões gerais. A experimentação é a ferramenta central desta fonte. 

 

2. O Método como fonte de validação

O conhecimento científico não se baseia apenas na origem do dado, mas no processo de sua obtenção. Para que um saber seja considerado científico, ele deve ser: 

  • Objetivo: Busca descrever a realidade como ela é, minimizando interferências subjetivas.
  • Falível e verificável: Segundo Karl Popper, uma teoria só é científica se puder ser testada e, potencialmente, refutada.
  • Sistemático: É um saber ordenado e logicamente relacionado. 

 

3. Fontes de informação científica

Para quem desenvolve pesquisas em 2026, as fontes diretas de conhecimento estão concentradas em repositórios de alta credibilidade:

  • Periódicos de revisão por pares (Peer Review): É o "selo de qualidade" da ciência, onde especialistas avaliam o rigor de uma pesquisa antes da publicação. Plataformas como o SciELO e o Google Acadêmico são portas de entrada essenciais.
  • Bases de dados de patentes: Fontes de conhecimento técnico aplicado, como as disponibilizadas pelo INPI.
  • Metadados e big data: Atualmente, a análise de grandes volumes de dados (Data Science) tornou-se uma fonte epistemológica moderna, permitindo identificar padrões que a observação humana simples não alcançaria. 

 

4. A Construção social do conhecimento

A epistemologia contemporânea (como a de Thomas Kuhn) destaca que o conhecimento científico também é fruto de um paradigma — um conjunto de crenças e métodos compartilhados por uma comunidade científica em determinada época. Assim, o conhecimento evolui por meio de "revoluções científicas", e não apenas por acúmulo linear de dados

 

CALENDÁRIO E BIBLIOGRAFIA DO CURSO DE FENOMENOLOGIA E HERMENÊUTICA 2026

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