(Paolo Cugini org.)
TALES
Tales, iniciador desse tipo de filosofia, diz que o princípio é a água (por isso afirma também que a terra flutua sobre a água) extraindo certamente esta convicção da constatação de que o alimento de todas as coisas é úmido, que até o quente se gera do úmido e vive no úmido. Ora, aquilo de que todas as coisas se geram é, exatamente, o princípio de tudo. Ele tira, pois, esta convicção desse fato e do que todas as sementes de todas as coisas têm uma natureza das coisas úmidas. (Aristóteles, metafísica, A 3, 983 b 20-27).
Mas que essa concepção da realidade tenha siso tão originária e tão antiga não fica claro; ao contrário, afirma-se que Tales por primeiro professou essa doutrina sobre a causa primeira. (Aristóteles).
É tradição que Tales por primeiro desvendou aos gregos a pesquisa sobre a natureza, embora existissem, como sustenta Teofrasto, também muitos outros pesquisadores. Mas Tales superou os que os precederam, a ponto de fazer esquecer a todos. (Simplício).
ANAXIMANDRO
Anaximandro de Mileto[...] afirmava que princípio e elemento das coisas é o áperion, introduzindo por primeiro o termo “princípio”, e dizia que este não era nem água nem outro daqueles que se chamam elementos, mas outra natureza (physis) infinita da qual provêm todos os céus e os universos neles contidos. (Simplício, In Arist. Phys., 24,13).
Todas as coisas são o princípio: e do infinito não há princípio, porque teria um limite. Ademais, como princípio, é ingênito e imperecível: pois o que é gerado deve Ter um fim, e o fim é próprio de toda dissolução. Por isso, dizemos, dele não pode haver princípio, mas ele parece ser o princípio das outras coisas, e parece envolvê-las todas e regê-las como dizem todos aqueles que não põem outras causas além do infinito. E [o infinito] aparece como o divino, porque é imortal e indestrutível, como dizem Anaximandro e grande parte dos fisiólogos. (Aristóteles, Física, 4,203 b 6ss).
De onde as coisas tiram o seu nascimento, ai se cumpre a sua dissolução segundo a necessidade; de fato, reciprocamente pagam a pena e a culpa da injustiça, segundo a ordem do tempo. (O fragmento é reportado por Simplício, In Arist. Phys., 24-13 ss.)
Alguns físicos sustentam que o mar é um resíduo da umidade originária. O espaço em torno à terra, de fato, teria sido úmido, e em seguida uma parte dessa umidade Ter-se-ia evaporado pelo sol e daí teriam derivado os ventos e as rotações do sol e da lua. O que teria restado de tal umidade nas zonas côncavas da terra teria constituído o mar, que, exatamente, está em diminuição porque evapora constantemente pelo sol, até que fiquem tudo seco. (Alexandre, Meteorol., 67,3).
A terra fica suspensa sem ser sustentada por nada, mas fica fixa por causa da igual distância de todas as partes. (Hipólito, Ref., I, 6,3).
Segundo Anaximandro, os primeiros animais nasceram no elemento líquido, cobertos por uma capa espinhosa; tendo crescido em idade, deixaram a água e vieram para o seco, e tendo-se rompido a capa que os cobria, pouco depois mudaram o seu modo de viver. (Aécio, V, 19,4).
ANAXÍMENES
[O ar] se diferencia nas várias substâncias segundo o grau de rarefação e condensação e assim dilatando-se dá origem ao fogo, enquanto condensando-se dá origem ao vento e depois ás nuvens; e em grau maior de densidade forma a água, depois a terra e em seguida as pedras; as outras coisas derivam depois destas. (Teofrasto, As opiniões dos físicos, fr. 2, reportado por Simplício, In Arist. Phys., 24,26).
Assim como a nossa alma, que é ar, nos sustenta e nos governa, assim, o sopro e o ar abraçam todo o cosmo. (Reportado por Aécio, I, 3, 4).
Quando ele é absolutamente uniforme, é invisível, torna-se visível com o frio, com o quente, com a unidade e com o movimento. (Hipólito, Ref., I, 7, 2).
O ar é próximo ao incorpóreo: e dado que nascemos pelo seu fluxo, é necessário que ele seja infinito e rico, para não faltar nunca. (O fragmento é reportado por Olimpiodoro, De arte sacra, c. 25;).
Anaxímenes diz que o frio é a matéria que se contrai e se condensa, enquanto o quente é a matéria dilatada e atenuada (exatamente esta é a expressão que ele usa). Portanto, não sem razão, segundo Anaxímenes, diz-se que o homem deixa sair da boca o quente e o frio: a respiração, de fato, se esfria se é comprimida pelos lábios cerrados, mas se ao invés sai da boca aberta torna-se quente dilatação. (Plutarco, De prim. Frig., 7, 947).
HERACLITO DE ÉFESO
Não se pode descer duas vezes ao mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo estado, mas por causa da impetuosidade e da velocidade da mudança, dispersa-se e recolhe-se, vem e vai. (Diels-Kranz, 22 B 12,).
Descemos e não descemos ao mesmo rio, nós mesmos somos e não somos. (Diels- Kranz, 22B 49 a)
Esta ordem, idêntica para todas as coisas, não a fez nenhum dos Deus, nem dos homens, mas era sempre, é e será fogo eternamente vivo, que em medidas se acende e em medidas se apaga. (Diels- Kranz, 22 B 30.)
Mutações do fogo: em primeiro lugar o mar, a metade deste a terra, a metade vento incandescente. (Diels-Kranz, 22 B 31.)
Não a mim mas ao logos ouvindo, é sábio admitir que todas as coisas são uma unidade (B 50).
O raio governa todas as coisas (fr. 64)
Sobrevindo o fogo, julgará e condenará todas as coisas. (fr. 66)
O Deus é dia-noite, inverno-verão, guerra-paz (fr 67).
O uno, o único sábio, não quer e quer também ser chamado Zeus. (fr. 32)
A natureza humana não possui conhecimentos, a natureza divina sim. (fr. 78)
Só existe uma sabedoria: reconhecer a inteligência que governa todas as coisas através de todas as coisas (fr. 41).
Desse logos, sendo sempre, são os homens ignorantes tanto antes de ouvir como depois de o ouvirem; todas as coisas vêm a ser segundo esse logos, e ainda assim parece inexperiente, embora se experimentem nestas palavras e ações, tais quais eu exponho, distinguindo cada coisa segundo a natureza e enunciando como se comporta. Aos outros homens, encobre-se tanto o que fazem acordados Omo esquecem o que fazem dormindo (II) .
Não sabendo ouvir, não sabem falar (III).
Ignorantes: ouvindo, parecem surdos; o dito lhes atesta: presentes, estão ausentes (IV).
Do Logos com quem constantemente lidam, divergem, e as coisas que a cada dia encontram revelam-se-lhes estranhas (XVII).
Embora sendo o lógos comum, a massa vive como se tivesse um pensamento particular (XVIII).

Em resposta à primeira pergunta, digo que foi a tentativa de explicar o princípio, a origem é uma nova forma de escrita e de pensamento, ele busca por meio da natureza, por isso é conhecida como a filosofia da natureza, tal pensamento tem pontos centrais, tais como a água como o "arché" esta seria a substância primordial de tudo, mas, a grande novidade é que Deus não é mais a resposta para o princípio, dessa forma acaba-se com o mito, trazendo uma explicação racional sobre o mundo. A superação do mito, inicia uma nova forma de pensar agora se dá lugar ao LOGOS, representa a inauguração da explicação racional e lógica da natureza (physis), substituindo as explicações mitológicas por uma busca intelectual, era a nova ferramenta mental, a razão, que permite entender a ordem e a estrutura do mundo através de princípios naturais e não sobrenaturais. Não podemos dizer que o LOGOS acaba com Deus, como dito acima, acaba com a ideia do mito, o que ocorre é uma racionalização do divino em vez de sua eliminação.
ResponderExcluirO nascimento da filosofia é frequentemente associado ao surgimento do logos, que se refere á razão ou princípio fundamental que sustenta a busca por uma nova maneira de ver e explicar o mundo. A filosofia utiliza a razão como ferramenta principal para compreender a realidade, afastando-se das explicações religiosas. È uma busca contínua pela verdade, que incentiva a investigação e a dúvida, enquanto os mitos oferecem respostas definitivas que não são questionados.
ResponderExcluirNesta conclusão, a palavra Deus não se aplica; devemos usar deuses, que podem ter outros sentidos, como deuses gregos. o fundamento do logos é o ponto principal, ligado a um princípio constante
O nascimento da filosofia na Grécia antiga é marcado pela transição do mito, para o logo, ou seja, a passagem de explicações baseadas em narrativas míticas para uma abordagem racional e lógica da realidade. O logo representa a razão, a argumentação e a busca por explicações mais sistemáticas e universais. Foi um divisor de água que permitiu o desenvolvimento da filosofia e da ciência. As novidades da filosofia é que ela questiona, ele traz novas perspectivas, desafios paradigmas e abre caminho para entender a realidade de forma diferentes. Que três formas são elas: Questiona de poder, fala de liberdade existencial, reinventou valores; tem impacto mudo como vermos o mundo e como agirmos nele.
ResponderExcluirA filosofia surgiu na Grécia com uma abordagem inovadora. O Logos, diferente do pensamento mítico,q se baseia em narrativas símbolicas e sobrenaturais, o logos representa a razão e a busca por explicação universais e naturais. Para mim ,essa mudança marca o início da filosofia,com os pensadores Tales (q buscou o princípio fundamental da natureza na água), e Heráclito ( q viu o fogo como a essência do universo) procurando princípios fundamentais q seguem a realidade.
ResponderExcluirO logos supera o mito ao substituir explicação sobrenaturais por causa racionais. Não se trata de negar a existência de divindades. Mas de entender o real, de forma mas crítica e questionadora. Assim,a filosofia não acaba com deus mas muda a forma de aborda-la, buscando uma compreensão mais racional.
Em resumo,o logos é a chave da filosofia, trazendo uma nova forma de entender a realidade. Com ele "logos", busca por explicações racionais, transforma a maneira como vimos o mundo.
Os três filósofos instrui sobre logo que entendimento da realidade. Porque segundo Tales disse que o princípio é água da constatação de que o alimento de todas as coisas. Porque Tales, Anaximandro e Anaxímenes são pre-socraticos por isso eles aborda a filosofia da natureza e são da primeira navegação da filosofia da natureza. Segundo Anaximandro princípio é ingenito e perecível . Pois o que é gerado deve ter o fim , e o fim é próprio de todas dissolução.
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ResponderExcluirPara reconhecer a novidade que a filosofia representou, é necessário se deter sobre a forma anterior a partir da qual a realidade era abordada. Trata-se do pensamento mítico, um modo narrativo que consistia na explicação da origem dos fenômenos, da realidade e de verdades humanas profundas a partir da elaboração de mitos que eram transmitidos pela oralidade, principalmente. Os mitos tinham como personagens principais os deuses e eram tidos como absolutamente verdadeiros e sagrados.
A filosofia inaugurou um novo jeito de pensar. Ao deixar as narrativas míticas que recorriam às divindades para entender a origem das coisas, ela procurou conhecer e explicar o mundo a partir do exercício da razão, o Logos, onde a demonstração de algo deveria se sustentar por argumentos que tinham como base um pensamento racional.
O “princípio” ou arché de todas as coisas foi o tema inicial no qual se sobrepuseram os primeiros filósofos. Eles procuravam entender o fundamento de tudo. Desse modo, no exercício dos sentidos, ao perceber e observar a natureza, buscaram nela apoio para elaborar suas reflexões acerca desse tema.
O fato da filosofia, por meio do exercício do logos, ter abandonado a forma mítica de explicar a realidade, não significou que ela tenha abandonado Deus, isto é, que ele esteja ausente, mas sim que também passa pelo crivo da razão, como no caso de Axímenes, que considerou o ar como princípio de tudo, e sendo princípio era, pois, Deus e eram deuses os que derivavam do ar, ou Heráclito, que considera o princípio das coisas o fogo, a natureza divina:
Só existe uma sabedoria: reconhecer a inteligência que governa todas as coisas através de todas as coisas (fr. 41).
Não a mim mas ao logos ouvindo, é sábio admitir que todas as coisas são uma unidade (B 50).
O uno, o único sábio, não quer e quer também ser chamado Zeus. (fr. 32)
A natureza humana não possui conhecimentos, a natureza divina sim. (fr. 78)
Desse modo, esse o arché na fase da filosofia da natureza, a primeira navegação, vai ganhando algumas características ao longo de cada filósofo. O princípio é, pois: infinito, ingênito, imperecível, indestrutível, harmonia dos opostos, donde se origina, sustenta, ordena, rege e se dissipa todas as coisas.
O nascimento da filosofia na Grécia antiga, historicamente marcada pelo pensamento místico(mito) para pensamento racional discursivo (logos). Essa mudança de paradigma transformou a maneira como os gregos abordavam a realidade, substituindo explicações sobrenaturais por investigações baseado na razão.
ResponderExcluirA filosofia é a forma de pensar que procura compreender a realidade pela busca de seus fundamentos através do logos(a razão), ou seja a filosofia se dar da passagem do pensamento mítico para o logos. E por meio desse conceito, poderemos ver como surgiu a filosofia, o sentido em buscar uma nova realidade de compreender o arché(o princípio), e como que o logos não consegue acabar com Deus.
ResponderExcluirO surgimento da filosofia como falado na introdução se dá , pela passagem do mito; que é a forma de explicar as coisas e suas origens, através de uma narrativa tradicional e simbólica, para o logos; que é a forma de explicar as coisas por meio da razão, é justamente a busca pela verdade, que fez com que Tales constatasse que o arché teria vindo da água , sendo ele o primeiro a constatar que o princípio não viria mais de Deus, e sim de uma maneira de olhar a realidade através da natureza, nascendo assim a filosofia da natureza.
Foi a busca incessante pela verdade que nasceu o logos( a razão). Ao longo do tempo o mito foi abrindo espaço para a compreensão de que Deus não era a única uma forma de pensar, entretanto o logos não consegue acabar com Deus, por simplesmente não ser essa a função dele, mas para dar clareza aos pensamentos míticos explicando através de pensamentos mais racionais, ou seja mais reais.
Portanto a Filosofia nasce da mudança do mito para o logos, por meio dessa nova novidade de pensar, tentando compreender a realidade através de seus fundamentos, sendo assim podemos concluir, que a filosofia nasce da busca pelo sentido e fundamento das coisas e da realidade.
Podemos afirmar que o logos realmente entrou na Filosofia para abordar a realidade de uma forma racional. Logos significa razão, ordem e inteligência. É uma maneira de interpretar as coisas ao nosso redor sem colocar somente Deus como explicação para tudo. Claro que muitos ainda supunham que o divino existia, mas agora havia uma busca por explicações mais racionais.
ResponderExcluirUm exemplo que temos é Tales, considerado o iniciador da Filosofia na escola de Mileto. Ele procurou explicar a natureza e afirmou que o princípio arché de todas as coisas era a água.
Entretanto, a Filosofia aborda a realidade por meio do logos, e cada filósofo retrata de forma diferente o chamado arché. Cada um pensa de maneira própria. Anaximandro dizia que o princípio de todas as coisas era o ápeiron o ilimitado, o indeterminado. Já Anaxímenes afirmava que o princípio era o ar.
Observamos, assim, que cada filósofo teve seu próprio ponto de vista, mas todos estavam buscando compreender a realidade por meio da razão. Isso mostra que a Filosofia é, desde o início, a busca pelo sentido das coisas.
A filosofia nasce da busca do fundamento da realidade, o Arché, a busca do princípio primeiro. Logo, o princípio é fonte e origem das coisas, é aquilo do qual todas as coisas vêm, como tudo surgiu. Com isso, a característica da filosofia é a argumentação racional, onde buscamos o logos através do Arché. Entretanto, Para cada filósofo, o surgimento de todas as coisas se diferem, de acordo com seus pensamentos. Com isso, o princípio primeiro para Tales, considerado o iniciador desse tipo de filosofia, é a água. Pois, ele constata que o alimento de todas as coisas e úmido, todas as coisas tem uma natureza das coisas úmidas. Logo, sua constatação não fala de Deus, mas do seu princípio-água, falando do consenso do mundo, não de Deus, por isso se passa do mito ao logos. Contudo, nao se recorre a Deus, mas ao logos, porém não significa que Deus não esteja. Além de Tales, outros filósofos também tinham seus pensamentos sobre o Arché. Para Anaximandro, é o Áperion, que é ingênito e imperecível, uma natureza (physis), ele considera seu principio como Divino. Para Anaxímenes, é o Ar, pois ele se presta a variações. E para Heráclito, tudo brota do fogo, a panta rhei ( tudo flui, tudo muda, tudo em movimento), um contínuo fluir. Por isso, a realidade e feita de contraste, tudo brota do fogo, a natureza divina é o fogo que é o princípio da realidade.
ResponderExcluirPortanto, o Logos é a busca do fundamento da realidade o entendimento da realidade, o logos não acaba com Deus, mas com os mitos, pois é o logos que indica o divino.
O nascimento da filosofia na Grécia é marcada pela passagem do pensamento mítico ao Logos, isto é, a explicação baseada em histórias sagradas para uma explicação fundamentada na razão e na argumentação. Enquanto o mito buscava explicar histórias sobre os deuses e forças sobrenaturais, o Logos propõe investigar as causas das coisas de forma racional, crítica e organizada. Pensadores como Tales Mileto, começaram a entender a origem do mundo a partir de elementos da própria natureza. A grande novidade da filosofia está nessa nova postura diante do mundo, em vez de aceitar tudo apenas porque foi contado pelos antigos ou porque a religião afirma, ela convida as pessoas a pensar, questionar e buscar soluções coerentes. Assim, a filosofia supera o pensamento mítico, não porque a destrói, mas porque oferece uma outra forma de compreender a realidade. Por exemplo, diante de um fenômeno da natureza, o filósofo não se contenta em dizer que a vontade de um deus, mas procura entender suas causas e seus princípios. Mas isso não significa que o Logos elimine Deus. A filosofia não acaba com a fé cristã; ela transforma a maneira de pensar. Muitos filósofos continuaram refletindo sobre Deus de modo racional, como Aristóteles, ao falar do Primeiro Motor como origem de tudo. Portanto, o Logos não destrói o sagrado, mas facilita a compreensão humana, abrindo novos espaços para uma fé mais consciente de um mundo mais fundamentalista.
ResponderExcluirO nascimento da filosofia surge a partir de uma época onde o mundo era sustentado por mitos onde usava para justificar a contribuição e o funcionamento das coisas por ações de Deuses. Com isso foi se descobrindo pessoas com novas maneiras de pensar explicações baseando-se na observação, na reflexão e princípios naturais como a água, o áperion, o ar e o fogo.
ResponderExcluirAssim, essa nova forma de pensar supera as explicações míticas, porque utiliza reflexão e argumentos e não apenas histórias fantasiosas que eram sempre refutadas para da sustentabilidade a essa forma de pensar.
Mesmo assim o logos não elimina Deus. A filosofia não nega o divino, mas tenta compreendê-lo de maneira racional, como uma ordem ou inteligência que governa o universo.
O nascimento da filosofia é marcado pela transição do mito para o logos e a partir do século VI a.C. na Grécia antiga, Tales de Mileto, por exemplo buscou princípio fundamental, a arché para tudo que existe, Heráclito de Fenólio diz que o universo está em constante mudança mas regido por um logos universal que garante a ordem cósmica. Além disso o surgimento da Polis, cidade, estado, contribui para essa mudança, pois a prática do debate público estimulou o uso do raciocínio para organizar a sociedade refletir sobre o mundo.
ResponderExcluirEnquanto a questão da realidade de um dos temas centrais da metafísica, e diversos correntes e filósofos ao longo da história abordaram, realismo, afirma que existe uma realidade independentemente da mente humana. Aristóteles e Santo Tomás de Aquino são principais expoentes.
Idealismo argumenta que a realidade depende das consciências ou da percepções, Platão defendia o idealismo na metafísica a realidade está no mundo das ideias.
Os filósofos como Heráclito e Platão entenderam o logos como razão universal que ordena o cosmo, mas não como uma força que substitui ou elimina entidades divinas. Para eles, os deuses poderiam estar relacionado a manutenção ou expressão dessa ordem racional.
Na bíblia especialmente no evangelho de João o logos é identificado como a palavra que estava com Deus e era Deus( João 1:1)aqui ele representa a manifestação divina é a forma pela qual Deus se comunica e organiza o mundo, integrando-se diretamente a doutrina da Trindade.
Mesmo em correntes mais racionalista, o logos pode ser visto como a expressão da razão Divina ou como um princípio que revela a inteligência por trás da realidade, não como um substituto para Deus.
Em resposta à primeira pergunta, podemos dizer que a filosofia surgiu como uma tentativa de explicar o princípio e a origem de todas as coisas de uma forma diferente da que existia antes. Ela trouxe uma nova forma de pensar e de explicar o mundo, buscando respostas na própria natureza. Por isso, essa fase inicial ficou conhecida como filosofia da natureza. Um dos pontos centrais desse pensamento era a ideia do arché, ou seja, o princípio de tudo. Por exemplo, alguns filósofos acreditavam que a água era essa substância primordial da qual todas as coisas se originavam.
ResponderExcluirA grande novidade desse pensamento foi que Deus ou os deuses deixaram de ser a explicação principal para a origem do mundo. Com isso, começa a superação do mito e surge uma explicação mais racional da realidade. Nesse momento aparece o logos, que representa a razão e a explicação lógica da natureza (physis). Em vez de aceitar explicações mitológicas, os filósofos passaram a buscar respostas através da reflexão, da observação e do pensamento racional. A razão passa a ser a principal ferramenta para entender a ordem e a estrutura do mundo por meio de princípios naturais, e não sobrenaturais.
Mesmo assim, não podemos dizer que o logos acabou com a ideia de Deus ou dos deuses. Na verdade, o que aconteceu foi mais uma mudança na forma de pensar sobre o divino. Em vez de aceitar explicações míticas sem questionamento, os filósofos passaram a pensar sobre essas ideias de forma mais racional.
O nascimento da filosofia está muito ligado ao surgimento do logos, que pode ser entendido como a razão ou o princípio que orienta a busca por uma nova maneira de ver e explicar o mundo. A filosofia usa a razão como principal ferramenta para compreender a realidade e, por isso, se afasta das explicações puramente religiosas. Diferente dos mitos, que apresentam respostas prontas e que normalmente não são questionadas, a filosofia incentiva a investigação, a dúvida e a busca constante pela verdade.
Também é importante lembrar que, nesse contexto da Grécia antiga, muitas vezes é mais correto falar em deuses, já que a cultura grega era politeísta. O mais importante, porém, é entender que o logos se torna o fundamento dessa nova forma de pensamento, ligado à ideia de um princípio constante que organiza o mundo.
Assim, o nascimento da filosofia na Grécia antiga é marcado pela passagem do mito para o logos, ou seja, pela mudança de explicações baseadas em histórias mitológicas para explicações baseadas na razão e na argumentação. Esse foi um grande marco, pois abriu caminho para o desenvolvimento da filosofia e também da ciência.
1ª Resposta: Por muito tempo os acontecimentos, as coisas, a realidade eram explicadas e compreendidas por meio da mitologia, do mito. Com o advento da filosofia, os primeiros filósofos ao observar a realidade constataram que o princípio das coisas não vinha dos mitos, então, buscaram explicar o princípio, o fundamento de todas as coisas de forma racional e argumentativa. A compreensão do princípio da realidade já não é mais vista de forma mítica, mas racional, lógica, pelos sentidos, pelo que observavam e constatavam. 2ª Resposta: Antes se procurava explicar a origem das coisas através do mito, das crenças, agora é pela constatação, por algo que é possível ser percebido. Exemplo disso, os primeiros filósofos procuram explicar a realidade por meio da observação da água, o ar, o fogo, diferentemente da visão mítica, da imaginação, da crença, mas agora da razão, pelo Logos. 3ª Resposta: Os primeiros filósofos buscavam explicar a origem, o princípio das coisas através do LOGOS, da razão, da realidade percebida. Se o LOGOS capta a realidade e a realidade vista de forma racional, lógica, mostra a verdade sobre o princípio de tudo. Logo, pode-se afirmar que o LOGOS não acaba com Deus, mas busca compreender de forma racional a realidade sobre Deus.
ResponderExcluirÉ absolutamente correta a afirmação que o nascimento da Filosofia foi marcado pela transição do pensamento interpretativo mítico para um pensamento alicerçado na razão, o Logos. Essa nova maneira de compreender as “coisas” através da razão, rompe com a cultura e paradigmas da época, uma ruptura concreta de um modo de pensar que já não conseguia explicar a realidade de mundo.
ResponderExcluir1. De que forma se manifesta a novidade da Filosofia em abordar a realidade?
A filosofia se manifesta pelo Logos, através da busca por uma causa racional e universal. Enquanto o pensamento mítico explicava os fenômenos através das vontades divinas – MITO.
2. Em que sentido esta nova busca supera a anterior?
Esta nova abordagem deixa de ser narrativa e poética e passa a ser argumentativa, principalmente pela busca de um princípio único e racional que dá origem a todas as coisas. O Logos supera o mito pois esse novo modo de ver e entender a realidade das coisas não enxerga mais nos deuses as respostas que dão origem ao Universo. A Filosofia neste novo modelo, obrigatoriamente retira os deuses desta nova interpretação e o substituem pela razão. Enquanto o mito pode ser fantasioso, o Logos exige que o pensamento seja coerente e principalmente racional.
3. Por que não podemos dizer que o logos acaba com Deus?
A necessidade de um fundamento alinhado a razão coloca em xeque toda a forma de interpretação grega e mitológica das coisas, porém a razão filosófica ainda vê que a figura dos deuses e/ou de Deus ainda tem sua importância. Culturalmente o homem tem a inclinação de adorar e criar divindades que o auxiliem na vida e na compreensão das coisas, porém neste novo modo agora de forma racional, pela busca de um conhecimento lógico. Este novo modelo é possível ainda uma “amizade” com os deuses e/ou Deus, porém não alicerçando o fundamento das coisas em seus mitos, mas no logos.