sábado, 31 de janeiro de 2026

CALENDÁRIO E BIBLIOGRAFIA CURSO DE HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANTIGA 2026

 



 

 

FEVEREIRO

UNIDADE I A passagem do pensamento mítico ao logos grego

10: Introdução e apresentação do curso. Definições do pensamento mítico e de filosofia. A teoria de Rolando Azzi.

17: Feriado: Carnaval

24: O específico da filosofia comparada com as outras disciplinas humanísticas. Os vários métodos da filosofia.

 

MARÇO

UNIDADE II A busca da arché na filosofia pré-socrática e a novidade da filosofia socrática e sofistica

3: Os primeiros pré-socráticos: Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Anaxágoras. 

10:  os pitagoricos. Escola eleática: Xenófanes, Parmênides, Zenão e Melisso.

17:  Primeira prova 

24:  O pensamento socrático.

31: Os sofistas: Protágoras e Gorgia. 

 

 

ABRIL

7: UNIDADE III O cume da filosofia antiga: Platão e Aristóteles O sistema Platônico: o nascimento da metafisica. O dualismo antropológico do sistema platônico e as consequências na mística cristã.

14: Segunda prova

21: Feriado: Tiradentes

28: A metafisica de Aristóteles e a ruptura com o mestre Platão. A ética e a teologia Aristotélica

 

MAIO

5:Segunda parte de Aristotéles: teologia, cosmologia e etica. As consequências do expansionismo de Alexandre Magno  

12: Situação da filosofia na hera helenística. As grandes escolas desta época. O medioplatonismo

19: Terceira Prova

26: Plotino e o neoplatnismo 

 

JUNHO

2: Síntese dos quatros grandes sistemas metafísicos da época clássica

9:  prova final

 

BIBLIOGRAFIA

 

Manuais e Obras de Referência

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dário. História da Filosofia (Volume 1: Filosofia Antiga). São Paulo: Paulus, 2003.

CHÂTELET, François (Org.). História da Filosofia (Volume 1: A Filosofia Antiga). Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1995.

HADOT, Pierre. O que é a Filosofia Antiga?. São Paulo: Edições Loyola, 1998.

MARCONDES, Danilo. Iniciação à História da Filosofia: Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

LARA, Tiago Adão. Curso de História da Filosofia: A Filosofia nas suas origens gregas. Petrópolis: Vozes, 2001.

DIÔGENES LAÊRTIOS. Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. Brasília: Editora UnB, 1969 (reimpressões recentes disponíveis). 

 

Fontes Primárias Essenciais

As editoras Edipro e Loyola são referências frequentes para estas traduções. 

PLATÃO. A República. Diversas edições (Ex: Fundação Calouste Gulbenkian ou Edipro).

PLATÃO. Diálogos I-III, Edipro, 2017s.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Edipro, 2020.

ARISTÓTELES. Metafisica, Loyola, 2018.

MARCO AURÉLIO. Meditações. São Paulo: Edipro, 2019. 

PLOTINO. Tratados das Enéadas. Polar, 2000.

 

 

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Introduções Contemporâneas

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2003.

CINTRA, Rodrigo Suzuki. Filosofia Antiga. São Paulo: Editora Senac, 2022.

BRAGA JUNIOR, Antonio Djalma; LOPES, Luis Fernando. Introdução à Filosofia Antiga. Curitiba: Intersaberes, 2024.

 

Um comentário:

  1. Sobre o texto: O pensamento mítico ainda está dentro de nós – Dr. Pe. Paolo Cugine
    Por José Carlos Matos – 1º Filosofia

    O texto proposto pelo autor Dr. Pe. Paolo Cugine, disserta, sobre a persistência do pensamento mítico nos dias atuais que segundo ele, se faz presente e reflete muito em nosso cotidiano. Para Cugine, ainda agimos e pensamos de forma mítica todas as vezes em que nossa narrativa abandona o raciocínio lógico para nos apoiarmos a um discurso ligado ao senso comum (mítico), discurso este, de cunho muitas vezes voltado ao sagrado, mas que leva um entendimento mais simples da realidade das coisas.
    Baseando-se nas visões de Mircea Eliade e Paul Ricoeur, que diferenciam o mito não somente como narrativa simbólica e estruturante do sagrado, mas também como algo que pode ser visto como verdadeiro, onde também muitas dessas narrativas são passivas de transmitirem verdades sobre a condição do homem frente ao todo. Porém o texto também revela a dicotomia vivenciada por muitos devotos ao viverem a religião, no qual alicerçam sua fé no mito e não na racionalidade do logos. Se por um lado o mito se apresenta de forma e maneira poético e reveladora, por outro ele pode se manifestar como uma "preguiça mental". Quando abandonamos o diálogo racional - logos em favor de narrativas cegas, o pensamento mítico se torna um refúgio para o fanatismo e a intolerância. Nessas situações, a religião deixa de ser uma escolha consciente para se tornar uma defesa agressiva de identidades. Para Cugine, ao agir assim, a religião torna-se espaço da intolerância, da contraposição com a ciência, retirando de Deus seu fundamento primeiro, substituindo-o pela loucura irracional

    É notório que pensamento mítico persiste na modernidade porque, embora a ciência e a razão expliquem o "como" das coisas, o mito continua sendo a ferramenta humana fundamental e mais usada para lidar com o "porquê" e o sentido da existência, além do quê, a própria sociedade liderada por uma lógica irracional ainda enxerga o mito como tábua de salvação, como na política por exemplo, onde se cria a falsa ideia de um salvador.

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