1. Fontes
Primárias e Magistério Eclesial
CONCÍLIO
VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium: sobre a Igreja. Roma,
1964.
CONCÍLIO
VATICANO II. Constituição Pastoral Gaudium et Spes: sobre a Igreja no
mundo de hoje. Roma, 1965.
CATECISMO
DA IGREJA CATÓLICA. Segunda Parte, Seção II: Os Sete Sacramentos da Igreja.
• JOÃO
PAULO II. Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia. Roma, 2003.
2. Manuais
Acadêmicos e Tratados de Teologia Sistemática
PIÉ-NINOT,
Salvador. Eclesiologia: A Igreja mistério, povo de Deus e sacramento de
salvação. São Paulo: Loyola.
RATZINGER, Joseph (Bento XVI). Comunhão na Igreja.
São Paulo: Paulinas.
BETTENCOURT, Estêvão. Curso de Eclesiologia.
Rio de
FORTE, Bruno. A Igreja da Trindade: Ensaio de
eclesiologia de comunhão. São Paulo: Paulinas.
3. Eclesiologia
Latino-Americana e Desafios Pastorais
CELAM. Documento de Aparecida: V Conferência
Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Brasília: CNBB, 2007.
FRANCISCO,
Papa. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: Sobre o anúncio do
Evangelho no mundo atual. Roma, 2013.
BOFF, Leonardo.
Igreja: carisma e poder. Petrópolis: Vozes.
O Curso de Eclesiologia apresenta uma visão ampla e progressiva da compreensão da Igreja, partindo de suas raízes bíblicas, passando pelos Padres da Igreja, pelo Concílio de Trento e chegando à grande renovação promovida pelo Concílio Vaticano II. O percurso mostra que a Igreja não pode ser compreendida apenas como uma instituição organizada hierarquicamente, mas, antes de tudo, como mistério de comunhão, Povo de Deus, Corpo de Cristo e sacramento de salvação.
ResponderExcluirA Lumen Gentium ocupa lugar central nessa renovação ao recuperar a dignidade batismal de todo o Povo de Deus. Bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e leigos possuem vocações e ministérios distintos, mas todos participam da única missão de Cristo. Essa compreensão fortalece a corresponsabilidade, o sacerdócio comum dos fiéis, a vocação universal à santidade e a participação dos leigos na evangelização.
Outro aspecto importante é a passagem de uma Igreja mais voltada para suas estruturas internas para uma Igreja missionária e aberta ao diálogo com o mundo. Essa perspectiva, presente no Vaticano II, encontra desenvolvimento particular na Igreja latino-americana, especialmente em Medellín e Puebla, com a atenção aos pobres, à justiça, à participação e às realidades concretas dos povos.
Os problemas atuais estudados no curso — presença das mulheres, inclusão, ministério ordenado, participação dos leigos e desafios da evangelização na Amazônia — mostram que a Eclesiologia não é apenas uma reflexão teórica. Ela nos pergunta constantemente: que Igreja somos e que Igreja somos chamados a ser?
Nesse sentido, o curso conduz à compreensão de uma Igreja cada vez mais sinodal, participativa, missionária e servidora, capaz de caminhar com o povo, discernir os sinais dos tempos e anunciar Jesus Cristo nas diferentes realidades humanas.
Para a realidade amazônica, essa reflexão torna-se ainda mais concreta: somos chamados a construir uma Igreja de presença, proximidade e missão, valorizando comunidades, ministérios, culturas e lideranças locais. Assim, estudar Eclesiologia é também renovar nosso compromisso de ser Igreja e fazer caminho juntos na missão evangelizadora.